por Cleiton Heredia
Cosmologia é o ramo da astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do Universo a partir da aplicação de métodos científicos.
Com respeito à origem do universo o ateísmo possui uma visão naturalista, ou seja, o Big Bang ocorreu cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, a Terra se formou a partir da matéria cósmica cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, e as formas de vida na Terra, sem a ajuda de qualquer forças sobrenaturais, surgiram cerca de 4 bilhões de anos atrás. Várias hipóteses físicas estão sendo exploradas sobre a causa ou explicação do Big Bang como o modelo Hartle-Hawking, modelos de membrana cosmologia, modelos teóricos de cordas, modelos ekpirótico, modelos cíclicos, a inflação caótica, e assim por diante.
O teísmo também tem se apropriado da visão cosmológica moderna, mas com a diferença de colocar Deus como o originador e mantenedor de todo o processo. No Big Bang Teísta não existe dúvidas ou debates quanto a aquilo que deu origem ao Big Bang, pois Deus ali aparece como a única resposta. Quanto à origem da vida existem muitas variações, sendo que geralmente as duas mais comuns são:
1- Criacionismo: Deus criou a vida, juntamente com a estruturação deste planeta (ou sistema solar) para sustentá-la, há cerca de algo entre seis e dez mil anos atrás.
2- Design Inteligente: Deus criou as primeiras formas de vida há 4 bilhões de anos atrás, e depois, de forma sobrenatural, as guiou em todo processo de formação e desenvolvimento de novas espécies até chegar ao surgimento do ser humano.
O mais interessante no debate entre o Naturalismo e o Big Bang Teísta é observar que ambos os grupos, analisando as evidências da cosmologia e da biologia, indicam que o seu modelo é a melhor explicação. As justificativas para Big Bang Teísta se concentraram em versões modernas dos argumentos cosmológicos e o argumento de Kalam que se resume da seguinte forma: Uma vez que tudo que existe possui uma causa para a sua existência, incluindo o universo, então Deus foi a causa do Big Bang.
As principais objeções aos argumentos teístas concentram-se basicamente em dois pontos:
1- A inferência a uma causa sobrenatural para preencher as lacunas da argumentação natural;
2- A extrapolação de que a primeira causa deve ser obrigatoriamente um ser único, pessoal, transcendente, onipotente, onisciente, onipresente, perfeito, absolutamente bom e amoroso.
Entre o modelo cosmológico naturalista e os propostos pelos teístas, confesso que nenhum dos dois me satisfaz plenamente. O primeiro por conter algumas brechas com possíveis explicações ainda não plenamente satisfatórias, e o segundo por tentar preencher estas mesmas brechas de uma forma simplista recorrendo ao sobrenatural.
Todas as vezes que procuro me definir entre a cosmologia ateísta e a teísta, sinto-me seriamente tentado a escolher o caminho mais curto e simples, admitindo a existência de alguma entidade sobrenatural por trás de tudo. Porém, quando penso que este tipo de escolha não me levará a lugar nenhum, ou seja, que ela não me garantirá que esta possível entidade seja o Deus com todos os atributos maravilhosos que aprendi em minha formação cristã, logo desisto.
Sendo assim prossigo em meu agnosticismo com os olhos bem abertos para os avanços da cosmologia na comunidade científica, mas no fundo torcendo para que surja alguma evidência que realmente me convença a optar pelo modelo teísta cristão. Afinal, quem não quer viver com a certeza de que esta vida tem algum propósito maior e que estamos todos sob o cuidado paternal de um Deus de amor?
Alguns insistem comigo que preciso dar um passo de fé, mas eu entendo que um passo deste tipo deve ser dado somente por alguém que está em busca de esperança e conforto, o que não é o meu caso. Eu continuo somente em busca da verdade.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Cosmologia Ateísta e Teísta
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Agnosticismo,
Ateísmo,
Ciência,
Design Inteligente,
Deus,
Teísmo
terça-feira, 29 de março de 2011
A Mágica não é "coisa" do Diabo
por Cleiton Heredia
Arthur C. Clarke (1917-2008) foi um escritor e inventor britânico, autor de obras de divulgação científica e de ficção científica como, por exemplo, The Sentinel que deu origem a um dos mais clássicos filmes do gênero sci-fi: "2001: Uma Odisséia no Espaço".
Ele formulou três interessantes leis que tratam da relação entre o homem e a tecnologia:
1ª) Quando um cientista distinto e experiente diz que algo é possível, quase de certeza que tem razão. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.
2ª) O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se além dele, através do impossível.
3ª) Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia.
Chamo a sua atenção para a 3ª lei de Clarke. Esta lei foi elaborada em uma versão alternativa pelo físico e escritor de ficção científica Gregory Benford da seguinte forma:
"Qualquer tecnologia distinguível da magia é insuficientemente avançada."
Tanto Clarke como Benford estavam dizendo a mesma coisa: Não existe mágica no sentido de algo que extrapole as leis naturais.
Segundo o entendimento de Clarke, que foi muito feliz na proposição desta 3ª lei, um feito é considerado como algo mágico ou sobrenatural somente pelas pessoas que desconhecem ou não possuem acesso à tecnologia que possibilitou aquele feito. Muitas invenções científicas do passado foram inicialmente consideradas como feitos mágicos inexplicáveis. Como exemplos clássicos disto podemos citar a invenção da fotografia, do rádio e da televisão.
A versão de Benford não é menos elucidativa no sentido de desmistificar a magia como algo sobrenatural, pois diz que se em algum momento um feito for considerado como mágico ou sobrenatural, na verdade é apenas o conhecimento tecnológico das pessoas que assim o entendem que não está suficientemente avançado.
Portanto, meus amigos evangélicos, eu lhes peço que parem de classificar a milenar arte mágica como "coisa" do diabo. Em especial refiro-me ao segmento da mágica chamado de "mentalismo", que é visto com grande preconceito por aqueles que ainda acreditam que suas técnicas envolvem algum tipo de poder místico ou espiritual. Entendam que vocês apenas desconhecem os princípios lógicos e a tecnologia por trás destes efeitos. Só isto!
É claro que sempre existirão alguns "espertalhões" que tentarão tirar vantagem da ignorância das pessoas. No passado, por exemplo, os sacerdotes egípcios eram vistos como elos com as supostas divindades justamente por realizarem feitos considerados mágicos ou sobrenaturais por aqueles que nada sabiam das técnicas puramente racionais e naturais utilizadas por eles.
Atualmente ainda existem algumas pessoas que se arrogam detentores de poderes místicos e sobrenaturais, porém os mesmos nunca conseguiram passar pelo crivo da ciência. Basta colocá-los em um ambiente controlado e sob os olhares atentos de pessoas que conhecem tantos os princípios como a tecnologia utilizada no ilusionismo, para que seus supostos dons ou poderes simplesmente desapareçam ou sejam desmascarados como meras fraudes.
Arthur C. Clarke (1917-2008) foi um escritor e inventor britânico, autor de obras de divulgação científica e de ficção científica como, por exemplo, The Sentinel que deu origem a um dos mais clássicos filmes do gênero sci-fi: "2001: Uma Odisséia no Espaço".
Ele formulou três interessantes leis que tratam da relação entre o homem e a tecnologia:
1ª) Quando um cientista distinto e experiente diz que algo é possível, quase de certeza que tem razão. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.
2ª) O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se além dele, através do impossível.
3ª) Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia.
Chamo a sua atenção para a 3ª lei de Clarke. Esta lei foi elaborada em uma versão alternativa pelo físico e escritor de ficção científica Gregory Benford da seguinte forma:
"Qualquer tecnologia distinguível da magia é insuficientemente avançada."
Tanto Clarke como Benford estavam dizendo a mesma coisa: Não existe mágica no sentido de algo que extrapole as leis naturais.
Segundo o entendimento de Clarke, que foi muito feliz na proposição desta 3ª lei, um feito é considerado como algo mágico ou sobrenatural somente pelas pessoas que desconhecem ou não possuem acesso à tecnologia que possibilitou aquele feito. Muitas invenções científicas do passado foram inicialmente consideradas como feitos mágicos inexplicáveis. Como exemplos clássicos disto podemos citar a invenção da fotografia, do rádio e da televisão.
A versão de Benford não é menos elucidativa no sentido de desmistificar a magia como algo sobrenatural, pois diz que se em algum momento um feito for considerado como mágico ou sobrenatural, na verdade é apenas o conhecimento tecnológico das pessoas que assim o entendem que não está suficientemente avançado.
Portanto, meus amigos evangélicos, eu lhes peço que parem de classificar a milenar arte mágica como "coisa" do diabo. Em especial refiro-me ao segmento da mágica chamado de "mentalismo", que é visto com grande preconceito por aqueles que ainda acreditam que suas técnicas envolvem algum tipo de poder místico ou espiritual. Entendam que vocês apenas desconhecem os princípios lógicos e a tecnologia por trás destes efeitos. Só isto!
É claro que sempre existirão alguns "espertalhões" que tentarão tirar vantagem da ignorância das pessoas. No passado, por exemplo, os sacerdotes egípcios eram vistos como elos com as supostas divindades justamente por realizarem feitos considerados mágicos ou sobrenaturais por aqueles que nada sabiam das técnicas puramente racionais e naturais utilizadas por eles.
Atualmente ainda existem algumas pessoas que se arrogam detentores de poderes místicos e sobrenaturais, porém os mesmos nunca conseguiram passar pelo crivo da ciência. Basta colocá-los em um ambiente controlado e sob os olhares atentos de pessoas que conhecem tantos os princípios como a tecnologia utilizada no ilusionismo, para que seus supostos dons ou poderes simplesmente desapareçam ou sejam desmascarados como meras fraudes.
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Mágica,
Sobrenatural
quarta-feira, 23 de março de 2011
Mito sobre a Capacidade Cerebral
por Cleiton Heredia
Você já ouviu aquele argumento de que nós seres humanos usamos apenas 5% da capacidade do nosso cérebro? Alguns argumentam em termos de 1% e outros chegam a 10%. Dizem que Albert Einstein teria dito que "nós só utilizamos 10% do nosso potencial mental".
Bem, cientificamente falando, isto não passa de um mito que se transformou em um dito popular repetido sem qualquer tipo de embasamento.
Alguns acreditam que o mito dos 10% pode ter surgido por volta de 1920 a 1930, mas o Dr. James W. Kalat, autor do livro Biological Psychology, comenta que os neurocientistas na década de 30 tinham um conhecimento muito limitado sobre as funções dos neurônios e que foi justamente esta falta de informação que originou o mito dos 10%.
O fato é que este mito serviu muito bem aos interesses de determinadas pessoas que queriam "justificar" suas supostas e alegadas capacidades psíquicas ou paranormais, tais como a telepatia, a clarividência, a telecinese ou a precognição.
Uri Gueller se tornou mundialmente famoso alegando possuir poderes paranormais ou psíquicos com os quais conseguia entortar talheres de cozinha e parar os ponteiros de um relógio. Ele apresentava-se em programas de televisão explicando que tal capacidade advinha das potencialidades inerentes ao cérebro, disponíveis a qualquer um que se empenhasse em desenvolver-las.
Apesar de todos os seus feitos não passarem de meros truques de ilusionismo, que qualquer mágico mediano pode hoje realizar tranquilamente, o mito da sub-utilização do cérebro ajudou a promovê-lo como uma pessoa superdotada ou com superpoderes oriundos da utilização do cérebro de uma maneira mais plena.
Mas, de acordo com a neurologista Suzana Herculano-Houzel, não há qualquer razão científica para se supor que apenas 10% do nosso cérebro, ou 10% dos neurônios, ou 10% da capacidade cerebral seja utilizada. Ela afirma em seu site: "Todas as evidências sugerem, na verdade, o contrário: utilizamos nosso cérebro por inteiro" (http://www.cerebronosso.bio.br/).
O que os especialistas reconhecem é que não usamos todo o cérebro ao mesmo tempo, mas que o utilizamos em sua totalidade para diversas e distintas funções.
Você já ouviu aquele argumento de que nós seres humanos usamos apenas 5% da capacidade do nosso cérebro? Alguns argumentam em termos de 1% e outros chegam a 10%. Dizem que Albert Einstein teria dito que "nós só utilizamos 10% do nosso potencial mental".
Bem, cientificamente falando, isto não passa de um mito que se transformou em um dito popular repetido sem qualquer tipo de embasamento.
Alguns acreditam que o mito dos 10% pode ter surgido por volta de 1920 a 1930, mas o Dr. James W. Kalat, autor do livro Biological Psychology, comenta que os neurocientistas na década de 30 tinham um conhecimento muito limitado sobre as funções dos neurônios e que foi justamente esta falta de informação que originou o mito dos 10%.
O fato é que este mito serviu muito bem aos interesses de determinadas pessoas que queriam "justificar" suas supostas e alegadas capacidades psíquicas ou paranormais, tais como a telepatia, a clarividência, a telecinese ou a precognição.
Uri Gueller se tornou mundialmente famoso alegando possuir poderes paranormais ou psíquicos com os quais conseguia entortar talheres de cozinha e parar os ponteiros de um relógio. Ele apresentava-se em programas de televisão explicando que tal capacidade advinha das potencialidades inerentes ao cérebro, disponíveis a qualquer um que se empenhasse em desenvolver-las.
Apesar de todos os seus feitos não passarem de meros truques de ilusionismo, que qualquer mágico mediano pode hoje realizar tranquilamente, o mito da sub-utilização do cérebro ajudou a promovê-lo como uma pessoa superdotada ou com superpoderes oriundos da utilização do cérebro de uma maneira mais plena.
Mas, de acordo com a neurologista Suzana Herculano-Houzel, não há qualquer razão científica para se supor que apenas 10% do nosso cérebro, ou 10% dos neurônios, ou 10% da capacidade cerebral seja utilizada. Ela afirma em seu site: "Todas as evidências sugerem, na verdade, o contrário: utilizamos nosso cérebro por inteiro" (http://www.cerebronosso.bio.br/).
O que os especialistas reconhecem é que não usamos todo o cérebro ao mesmo tempo, mas que o utilizamos em sua totalidade para diversas e distintas funções.
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Ciência
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Pseudo Ateus
por Cleiton Heredia
Entendo que o ateísmo é uma postura de não crença no sobrenatural, e consequentemente em qualquer tipo de entidade sobrenatural denominada deus, deuses, anjos, demônios, fadas, elfos, gnomos, fantasmas, espíritos, almas penadas, lobisomens, vampiros, mulas-sem-cabeça, Curupira, sereias, Saci-Pererê, ET de Varginha, Papai Noel, coelhinhos da páscoa, e por aí vai, e vai longe.
A premissa básica de qualquer ateu sério, sincero, ético, e responsável é a de buscar sempre a verdade, seja ela qual for, esteja onde estiver e doa a quem doer. É um erro pensar que um ateu tem um compromisso com a descrença, assim como os teístas possuem um compromisso com as suas crenças. A única bandeira de um ateu deveria ser a da busca pela verdade norteada pela razão.
Digo isso, porque o processo que leva uma pessoa ao ateísmo é (ou, deveria ser) justamente o da sincera busca pela verdade mediante contínuo questionamento e criteriosa avaliação de todas as possibilidades, optando sempre pela mais racional ou cientificamente aceitável.
Portanto, é completamente inaceitável para um ateu que, tendo passado por um processo tal, em algum momento se julgue dono da verdade ou se feche sobre um determinado ponto de vista.
Pessoas que se tornam atéias por qualquer tipo de frustração pessoal com os religiosos ou mesmo por revolta com determinados segmentos religiosos, não são ateus de fato.
São pseudo ateus!
O mesmo digo de alguns imaturos que escondem sua opção pelo estilo de vida hedonista na nomenclatura de ateus. Estes não são ateus por convicção, mas sim por conveniência.
Concluo esta postagem esclarecendo que não estou afirmando que os teístas não sejam pessoas sérias, sinceras, éticas, e responsáveis. Nem muito menos estou dizendo que os teístas não se preocupam de alguma forma com a busca pela verdade. Eles também valorizam a razão e a ciência, porém o fazem com certos limites.
O limite da fé que abraçaram!
Entendo que o ateísmo é uma postura de não crença no sobrenatural, e consequentemente em qualquer tipo de entidade sobrenatural denominada deus, deuses, anjos, demônios, fadas, elfos, gnomos, fantasmas, espíritos, almas penadas, lobisomens, vampiros, mulas-sem-cabeça, Curupira, sereias, Saci-Pererê, ET de Varginha, Papai Noel, coelhinhos da páscoa, e por aí vai, e vai longe.
A premissa básica de qualquer ateu sério, sincero, ético, e responsável é a de buscar sempre a verdade, seja ela qual for, esteja onde estiver e doa a quem doer. É um erro pensar que um ateu tem um compromisso com a descrença, assim como os teístas possuem um compromisso com as suas crenças. A única bandeira de um ateu deveria ser a da busca pela verdade norteada pela razão.
Digo isso, porque o processo que leva uma pessoa ao ateísmo é (ou, deveria ser) justamente o da sincera busca pela verdade mediante contínuo questionamento e criteriosa avaliação de todas as possibilidades, optando sempre pela mais racional ou cientificamente aceitável.
Portanto, é completamente inaceitável para um ateu que, tendo passado por um processo tal, em algum momento se julgue dono da verdade ou se feche sobre um determinado ponto de vista.
Pessoas que se tornam atéias por qualquer tipo de frustração pessoal com os religiosos ou mesmo por revolta com determinados segmentos religiosos, não são ateus de fato.
São pseudo ateus!
O mesmo digo de alguns imaturos que escondem sua opção pelo estilo de vida hedonista na nomenclatura de ateus. Estes não são ateus por convicção, mas sim por conveniência.
Concluo esta postagem esclarecendo que não estou afirmando que os teístas não sejam pessoas sérias, sinceras, éticas, e responsáveis. Nem muito menos estou dizendo que os teístas não se preocupam de alguma forma com a busca pela verdade. Eles também valorizam a razão e a ciência, porém o fazem com certos limites.
O limite da fé que abraçaram!
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Cleiton Heredia
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Ciência, Fé e Religião - Parte 3
por Cleiton Heredia
Esta foi a terceira e última pergunta desta rápida entrevista que o jornalista O.Donnini fez com o neurocientista Sam Harris:
G1: Fale-nos sobre o conflito entre ciência e religião.
Sam Harris: O conflito entre ciência e religião pode deduzir-se a um simples fato do discurso humano: ou uma pessoa tem bons motivos para acreditar naquilo que acredita ou não tem. Se houvesse boas razões para acreditar que Jesus nasceu de uma mulher virgem ou que Maomé voou para o céu em um cavalo alado, essas crenças necessariamente fariam parte de nossa descrição racional do universo. Já é hora de reconhecermos que a "fé" não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar.
Meus comentários:
Acredito que os religiosos não deverão incomodar-se com a definição de Sam Harris, pois em termos práticos, fé é exatamente isto.
Existem evidências científicas para acreditar que Adão e Eva viveram literalmente como os primeiros seres humanos a habitar este planeta?
Não!
Então porque milhões crêem desta forma?
Fé!
É pela fé que os cristãos acreditam que o seu Deus é o único deus verdadeiro, pois tal crença não é passível de prova científica.
Porém, há de se considerar que é pelo exercício da mesma fé que os mulçumanos também acreditam que Alá é o único Deus verdadeiro.
Como a única razão para se crer no deus A ou no deus B é a fé, e contra a fé não existem argumentos racionais que sejam válidos, pois ela sobrevive mesmo sem eles, então há de se convir que Sam Harris está certo em dizer que "a 'fé' não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar", mesmo que estas crenças sejam até contraditórias umas com as outras.
Eu fico aqui tentando entender uma coisa: que direito tem o cristão de falar que todos os demais deuses são falsos e só o seu é o verdadeiro, sendo que a crença em todos os demais deuses, que ele condena, foi estabelecida com base no mesmo tipo de conceito subjetivo que o levou a crer no seu Deus, ou seja, a fé?
É exatamente por isto que não faz o menor sentido cristãos, mulçumanos, judeus ou pagãos ficarem discutindo entre si querendo fazer que o outro aceite o seu deus como o verdadeiro. Independente do tipo de deus que acreditam ou deixem de acreditar, todos eles só possuem a sua fé pessoal como argumento de aceitação ou rejeição. E fé é fé! Não há como usar critérios objetivos (científicos) para determinar que a fé que levou a crer no deus A é melhor que a fé que levou a crer no deus B.
A fé é exatamente a mesma apesar das entidades divinas serem completamente diferentes.
Esta foi a terceira e última pergunta desta rápida entrevista que o jornalista O.Donnini fez com o neurocientista Sam Harris:
G1: Fale-nos sobre o conflito entre ciência e religião.
Sam Harris: O conflito entre ciência e religião pode deduzir-se a um simples fato do discurso humano: ou uma pessoa tem bons motivos para acreditar naquilo que acredita ou não tem. Se houvesse boas razões para acreditar que Jesus nasceu de uma mulher virgem ou que Maomé voou para o céu em um cavalo alado, essas crenças necessariamente fariam parte de nossa descrição racional do universo. Já é hora de reconhecermos que a "fé" não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar.
Meus comentários:
Acredito que os religiosos não deverão incomodar-se com a definição de Sam Harris, pois em termos práticos, fé é exatamente isto.
Existem evidências científicas para acreditar que Adão e Eva viveram literalmente como os primeiros seres humanos a habitar este planeta?
Não!
Então porque milhões crêem desta forma?
Fé!
É pela fé que os cristãos acreditam que o seu Deus é o único deus verdadeiro, pois tal crença não é passível de prova científica.
Porém, há de se considerar que é pelo exercício da mesma fé que os mulçumanos também acreditam que Alá é o único Deus verdadeiro.
Como a única razão para se crer no deus A ou no deus B é a fé, e contra a fé não existem argumentos racionais que sejam válidos, pois ela sobrevive mesmo sem eles, então há de se convir que Sam Harris está certo em dizer que "a 'fé' não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar", mesmo que estas crenças sejam até contraditórias umas com as outras.
Eu fico aqui tentando entender uma coisa: que direito tem o cristão de falar que todos os demais deuses são falsos e só o seu é o verdadeiro, sendo que a crença em todos os demais deuses, que ele condena, foi estabelecida com base no mesmo tipo de conceito subjetivo que o levou a crer no seu Deus, ou seja, a fé?
É exatamente por isto que não faz o menor sentido cristãos, mulçumanos, judeus ou pagãos ficarem discutindo entre si querendo fazer que o outro aceite o seu deus como o verdadeiro. Independente do tipo de deus que acreditam ou deixem de acreditar, todos eles só possuem a sua fé pessoal como argumento de aceitação ou rejeição. E fé é fé! Não há como usar critérios objetivos (científicos) para determinar que a fé que levou a crer no deus A é melhor que a fé que levou a crer no deus B.
A fé é exatamente a mesma apesar das entidades divinas serem completamente diferentes.
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Cleiton Heredia
domingo, 16 de janeiro de 2011
Ciência, Fé e Religião - Parte 1
por Cleiton Heredia
Reproduzo aqui uma interessante entrevista virtual que o jornalista Oduvaldo Donnini (do G1) fez com o neurocientista estadunidense, Sam Harris, autor dos livros "O Fim da Fé" (2004) e "Carta a uma Nação Cristã" (2006), que é uma resposta às críticas que seu primeiro livro recebeu. Logo após cada resposta farei alguns comentários.
G1: Em seu livro "Carta a uma Nação Cristã", o Sr. fala da moralidade, da honestidade e da humildade do ateísmo. Como é isso?
Sam Harris: A religião divide os povos, exacerba os conflitos entre as várias seitas, provocando ódios e divisões. Esse comportamento apaixonado dificulta a compreensão e apaixona as pessoas, levando-as a caminhos irracionais. Já no ateísmo, só uma bandeira flâmula: a da lógica, da ciência e da compreensão.
Meus comentários:
É fato! Não há como refutar que as religiões, cada uma com sua carga cultural característica, tem sido um fortíssimo fator de divisão ao longo da história da humanidade.
Quantas guerras em nome de deus ou dos deuses! Cada povo ou grupo se julga representante do deus verdadeiro ou dos deuses mais fortes, estando disposto a matar ou morrer para provar isto.
Por outro lado, o ateísmo não tem dogmas pelos quais matar ou morrer. A própria premissa da não existência de deus ou deuses, só é defendida enquanto a lógica científica assim o permitir.
Tenho para mim que qualquer ateu esclarecido mudaria prontamente suas convicções caso os fatos científicos assim exigissem.
O compromisso de um ateu não é com qualquer tipo de verdade absoluta, mas apenas com a própria verdade, seja ela qual for e esteja onde estiver.
Continua...
Reproduzo aqui uma interessante entrevista virtual que o jornalista Oduvaldo Donnini (do G1) fez com o neurocientista estadunidense, Sam Harris, autor dos livros "O Fim da Fé" (2004) e "Carta a uma Nação Cristã" (2006), que é uma resposta às críticas que seu primeiro livro recebeu. Logo após cada resposta farei alguns comentários.
G1: Em seu livro "Carta a uma Nação Cristã", o Sr. fala da moralidade, da honestidade e da humildade do ateísmo. Como é isso?
Sam Harris: A religião divide os povos, exacerba os conflitos entre as várias seitas, provocando ódios e divisões. Esse comportamento apaixonado dificulta a compreensão e apaixona as pessoas, levando-as a caminhos irracionais. Já no ateísmo, só uma bandeira flâmula: a da lógica, da ciência e da compreensão.
Meus comentários:
É fato! Não há como refutar que as religiões, cada uma com sua carga cultural característica, tem sido um fortíssimo fator de divisão ao longo da história da humanidade.
Quantas guerras em nome de deus ou dos deuses! Cada povo ou grupo se julga representante do deus verdadeiro ou dos deuses mais fortes, estando disposto a matar ou morrer para provar isto.
Por outro lado, o ateísmo não tem dogmas pelos quais matar ou morrer. A própria premissa da não existência de deus ou deuses, só é defendida enquanto a lógica científica assim o permitir.
Tenho para mim que qualquer ateu esclarecido mudaria prontamente suas convicções caso os fatos científicos assim exigissem.
O compromisso de um ateu não é com qualquer tipo de verdade absoluta, mas apenas com a própria verdade, seja ela qual for e esteja onde estiver.
Continua...
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Cleiton Heredia
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Como viver mais e melhor
por Cleiton Heredia
Estamos vivendo em pleno século 21 e muitos são os tratamentos e substâncias que prometem evitar a velhice. Mas será que eles realmente funcionam?
Veja o que diz uma equipe de pesquisadores que resolveu avaliar cientificamente estas propostas de combate à velhice:
"À luz do conhecimento atual, nenhum dos métodos comercializados provou-se capaz de retardar, parar ou reverter o envelhecimento humano. Alguns desses métodos podem inclusive ser perigosos".
Decepcionado? É meu(minha) amigo(a), pelo jeito a fonte da eterna juventude continuará sendo exclusividade dos livros de contos de fadas ou das histórias de ficção científica. Porém, a boa notícia é que o avanço científico atual já nos permite minimizar muitos danos que diminuem a vida útil da máquina humana.
Como? Muito simples! ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL. Nada de fórmulas mágicas, elixires milagrosos ou tratamentos caríssimos.
Mas o envelhecimento de cada um não está relacionado com a nossa carga genética? Sim, mas estudos recentes demonstram que fatores genéticos respondem por apenas 30% da longevidade do indivíduo. Os outros 70% ficam por conta do estilo de vida.
Mas qual é o estilo de vida ideal?
Tenho certeza que você já sabe a resposta a esta pergunta, pois ela é por demais óbvia. Um estilo de vida saudável pode ser resumido em nove atitudes muito simples:
1- ALIMENTE-SE CORRETAMENTE: Este item sozinho pode aumentar ou diminuir a vida de uma pessoa em até cerca de 13 anos. Muito embora a ciência esteja derrubando alguns tabus alimentares, transformando vilões do passado em mocinhos no presente, já se sabe com razoável certeza que uma boa dieta alimentar deve conter frutas, vegetais, grãos integrais, peixe, nozes e poucas porções de carne sem gordura.
2- NÃO FUME: Não preciso nem comentar, né? Hoje qualquer idiota sabe que o cigarro só faz mal.
3- NÃO INGIRA BEBIDAS ALCOÓLICAS: Já sei, já sei. Você, que é chegado numa bebidinha "de vez em quando" vai vir com aquela história de que os cientistas já comprovaram que uma taça de vinho por dia faz bem ao coração e às artérias. É interessante notar que a maioria das pessoas que repetem isto são consumidores habituais de bebidas alcoólicas que raramente ficam apenas em uma taça quando bebem. Se uma taça equivale a cerca de 150 ml, então são SÓ 150 ml de vinho por dia e não venha com aquele cálculo compensatório achando que poderá tomar o dobro hoje só porque não bebeu ontem. O que estas pessoas esquecem que aquilo que pode estar beneficiando o coração e as artérias pode estar prejudicando o fígado. Meu(minha) amigo(a), tome suco de uva tinto puro que o benefício será o mesmo (se não acredita, leia aqui).
4- CONTROLE SEU PESO: Não estou falando para você se transformar em uma modelo anoréxica, pois pesquisas demonstram que não são apenas as pessoas muito gordas que vivem menos; as muito magras também! Descubra qual é a faixa de peso ideal para a sua altura e aprenda a se manter dentro dela.
5- EXERCITE O CORPO: Não precisa virar um atleta de alta performance, mas basta caminhar uma hora por dia durante sua vida para abreviar a morte por cerca de dois anos. Porém, exercício diário não é somente para se viver mais, mas para se viver com uma melhor qualidade de vida.
6- EXERCITE A MENTE: Estudar línguas estrangeiras é um ótimo exercício para o cérebro, pois cria novas conexões entre os neurônios. Caso queira conhecer mais dicas de como manter seus neurônios saudáveis, clique aqui.
7- TENHA MUITOS AMIGOS: Pessoas bem relacionadas socialmente têm menos problemas psicológicos e envelhecem de forma muito mais saudável.
8- DÊ MUITA RISADA: Risadas exercitam o coração, reduzem os níveis dos hormônios do estresse, aumentam a imunidade e limpam os pulmões. Pessoas bem humoradas e otimistas vivem mais que os mal humorados e pessimistas.
9- TENHA AUTONÔMIA E INDEPENDÊNCIA: Isto significa apenas que você deve aprender a cuidar de si mesmo. Tenha iniciativa de fazer por si mesmo as coisas que devem ser feitas e não fique esperando pelos outros ou, o que é pior, culpando os demais por não conseguir transformar a sua vida.
Seguindo estas simples e eficientes regrinhas de um viver saudável, a inevitável velhice não será um problema a temer em sua vida.
Estamos vivendo em pleno século 21 e muitos são os tratamentos e substâncias que prometem evitar a velhice. Mas será que eles realmente funcionam?
Veja o que diz uma equipe de pesquisadores que resolveu avaliar cientificamente estas propostas de combate à velhice:
"À luz do conhecimento atual, nenhum dos métodos comercializados provou-se capaz de retardar, parar ou reverter o envelhecimento humano. Alguns desses métodos podem inclusive ser perigosos".
Decepcionado? É meu(minha) amigo(a), pelo jeito a fonte da eterna juventude continuará sendo exclusividade dos livros de contos de fadas ou das histórias de ficção científica. Porém, a boa notícia é que o avanço científico atual já nos permite minimizar muitos danos que diminuem a vida útil da máquina humana.
Como? Muito simples! ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL. Nada de fórmulas mágicas, elixires milagrosos ou tratamentos caríssimos.
Mas o envelhecimento de cada um não está relacionado com a nossa carga genética? Sim, mas estudos recentes demonstram que fatores genéticos respondem por apenas 30% da longevidade do indivíduo. Os outros 70% ficam por conta do estilo de vida.
Mas qual é o estilo de vida ideal?
Tenho certeza que você já sabe a resposta a esta pergunta, pois ela é por demais óbvia. Um estilo de vida saudável pode ser resumido em nove atitudes muito simples:
1- ALIMENTE-SE CORRETAMENTE: Este item sozinho pode aumentar ou diminuir a vida de uma pessoa em até cerca de 13 anos. Muito embora a ciência esteja derrubando alguns tabus alimentares, transformando vilões do passado em mocinhos no presente, já se sabe com razoável certeza que uma boa dieta alimentar deve conter frutas, vegetais, grãos integrais, peixe, nozes e poucas porções de carne sem gordura.
2- NÃO FUME: Não preciso nem comentar, né? Hoje qualquer idiota sabe que o cigarro só faz mal.
3- NÃO INGIRA BEBIDAS ALCOÓLICAS: Já sei, já sei. Você, que é chegado numa bebidinha "de vez em quando" vai vir com aquela história de que os cientistas já comprovaram que uma taça de vinho por dia faz bem ao coração e às artérias. É interessante notar que a maioria das pessoas que repetem isto são consumidores habituais de bebidas alcoólicas que raramente ficam apenas em uma taça quando bebem. Se uma taça equivale a cerca de 150 ml, então são SÓ 150 ml de vinho por dia e não venha com aquele cálculo compensatório achando que poderá tomar o dobro hoje só porque não bebeu ontem. O que estas pessoas esquecem que aquilo que pode estar beneficiando o coração e as artérias pode estar prejudicando o fígado. Meu(minha) amigo(a), tome suco de uva tinto puro que o benefício será o mesmo (se não acredita, leia aqui).
4- CONTROLE SEU PESO: Não estou falando para você se transformar em uma modelo anoréxica, pois pesquisas demonstram que não são apenas as pessoas muito gordas que vivem menos; as muito magras também! Descubra qual é a faixa de peso ideal para a sua altura e aprenda a se manter dentro dela.
5- EXERCITE O CORPO: Não precisa virar um atleta de alta performance, mas basta caminhar uma hora por dia durante sua vida para abreviar a morte por cerca de dois anos. Porém, exercício diário não é somente para se viver mais, mas para se viver com uma melhor qualidade de vida.
6- EXERCITE A MENTE: Estudar línguas estrangeiras é um ótimo exercício para o cérebro, pois cria novas conexões entre os neurônios. Caso queira conhecer mais dicas de como manter seus neurônios saudáveis, clique aqui.
7- TENHA MUITOS AMIGOS: Pessoas bem relacionadas socialmente têm menos problemas psicológicos e envelhecem de forma muito mais saudável.
8- DÊ MUITA RISADA: Risadas exercitam o coração, reduzem os níveis dos hormônios do estresse, aumentam a imunidade e limpam os pulmões. Pessoas bem humoradas e otimistas vivem mais que os mal humorados e pessimistas.
9- TENHA AUTONÔMIA E INDEPENDÊNCIA: Isto significa apenas que você deve aprender a cuidar de si mesmo. Tenha iniciativa de fazer por si mesmo as coisas que devem ser feitas e não fique esperando pelos outros ou, o que é pior, culpando os demais por não conseguir transformar a sua vida.
Seguindo estas simples e eficientes regrinhas de um viver saudável, a inevitável velhice não será um problema a temer em sua vida.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Por que envelhecemos?
por Cleiton Heredia
O ciclo de 2010 se completou e mais um ano se inicia nos dizendo, entre tantas coisas, que estamos ficando mais velhos. Podemos não notar, mas caso nossa vida fosse condensada em 60 minutos, veríamos isto:
É aqui neste ponto que muitos irão parar a leitura desta postagem, pois não querem de forma alguma ser lembrados deste fato inevitável do ciclo da vida. Porém, para aqueles que continuaram lendo, quer seja por mera curiosidade ou porque sabem que fugir do problema não é a melhor forma de encará-lo, quero partilhar algumas informações interessantes.
A maioria das pessoas acredita que o envelhecimento é simplesmente um processo programado que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento, ou seja, é algo que acontece inevitavelmente pela simples passagem do tempo.
A ciência tem constatado que a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.
Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).
Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.
Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Mas o que causa e aumenta o dano às células, complicando cada vez mais o trabalho dos genes protetores?
Os cientistas estão em busca desta resposta. O que se sabe atualmente é que os radicais livres (moléculas altamente reativas produzidas aos bilhões dentro da célula como resíduo tóxico da transformação da glicose em energia) são uma ameaça para a célula porque reagem com qualquer molécula que encontram, modificando-a (elas deformam o DNA, as enzimas e as proteínas que são vitais para o nosso corpo funcionar corretamente).
Em face disto, o que podemos fazer para viver mais?
Amanhã falaremos disto.
O ciclo de 2010 se completou e mais um ano se inicia nos dizendo, entre tantas coisas, que estamos ficando mais velhos. Podemos não notar, mas caso nossa vida fosse condensada em 60 minutos, veríamos isto:
É aqui neste ponto que muitos irão parar a leitura desta postagem, pois não querem de forma alguma ser lembrados deste fato inevitável do ciclo da vida. Porém, para aqueles que continuaram lendo, quer seja por mera curiosidade ou porque sabem que fugir do problema não é a melhor forma de encará-lo, quero partilhar algumas informações interessantes.
A maioria das pessoas acredita que o envelhecimento é simplesmente um processo programado que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento, ou seja, é algo que acontece inevitavelmente pela simples passagem do tempo.
A ciência tem constatado que a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.
Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).
Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.
Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Mas o que causa e aumenta o dano às células, complicando cada vez mais o trabalho dos genes protetores?
Os cientistas estão em busca desta resposta. O que se sabe atualmente é que os radicais livres (moléculas altamente reativas produzidas aos bilhões dentro da célula como resíduo tóxico da transformação da glicose em energia) são uma ameaça para a célula porque reagem com qualquer molécula que encontram, modificando-a (elas deformam o DNA, as enzimas e as proteínas que são vitais para o nosso corpo funcionar corretamente).
Em face disto, o que podemos fazer para viver mais?
Amanhã falaremos disto.
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Cleiton Heredia
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A Travessia do Mar Vermelho - Mito ou Fato? (Parte 5)
por Cleiton Heredia
Como pudemos ver pelas postagens anteriores a tese defendida pelo enfermeiro anestesista que também era arqueólogo amador, Ron Wyatt, pode até ser muito bonita, porém não pode ser sustentada cientificante.
Algumas pessoas um pouco melhor esclarecidas como, por exemplo, o jornalista apologista cristão Michelson Borges, preferem equiparar este tipo de informação com as muitas lendas urbanas e boatos (hoaxes) que circulam abundantemente pela internet e que sempre encontram alguém crédulo o bastante para acreditar nelas e as espalhar aos quatro ventos.
Particularmente falando, não acho muito correto comparar estas informações oriundas do trabalho feito por Wyatt como um "hoax". Os boatos virtuais são caracterizados como mentiras sutilmente elaboradas ou modificadas para se passarem por verdades. Um exemplo de hoax clássico que supostamente comprovaria a veracidade do texto bíblico é aquela estória do dia longo de Josué sendo atestado pelos computadores da NASA. Já no caso em questão temos a circulação de informações que foram pesquisadas e defendidas por um arqueólogo amador, mas que foram rechaçadas pela comunidade científica. Não se trata de mentira inventada, mas sim de uma tese equivocada.
A Revista Adventista (publicação oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia) do mês de março de 2009 trouxe um artigo escrito por um pastor especialista em Arqueologia Bíblica, Dr. Rodrigo Silva, intitulado "O êxodo que não existiu". Neste texto o Pr. Rodrigo analisa as descobertas divulgadas por Wyatt. Eis aqui alguns trechos da matéria:
"Por mais de uma vez tive [diz Rodrigo] a oportunidade de visitar, com a equipe arqueológica da Universidade Andrews, os locais a que Wyatt faz referência. Coletamos dados, fizemos análises, entrevistas, etc. e, depois de tudo isso, posso afirmar, sem temor de erro, que essas descobertas são completamente falsas."
Quanto a descoberta dos artefatos arqueológicos (rodas de carruagens) e ossadas fotografadas no fundo do local identificado por Wyatt como o Mar Vermelho, o artigo do especialista adventista esclarece:
"[Wyatt] sustentava que o Golfo de Áqaba, perto de Nuweiba, seria o local da travessia dos hebreus. Ali, num trabalho arqueológico submarino, Wyatt disse ter encontrado ossos humanos e rodas das carruagens de faraó cobertas de corais..."
Se você voltar para a apresentação em PowerPoint no 1º capítulo desta série verá que a roda que ali aparece na foto é uma roda de "ouro" com quatro raios (aro quádruplo), mostrando semelhança com algumas rodas de carruagens antigas expostas em museus.
"O que Wyatt não contou", diz Rodrigo, "é que os egípcios tinham dois tipos de carruagem: uma para a guerra, com aro sêxtuplo (...) e uma para passeios ocasionais, a quádrupla, que ele disse ter encontrado. Se a dita roda fotografada por Wyatt fosse mesmo autêntica, teríamos de perguntar por que faraó teria usado carruagens de passeio para perseguir o povo hebreu e deixado em casa as carruagens de guerra?"
As peças fotografadas por Wyatt provavelmente provieram de navios cargueiros que afundaram na região entre 1869 e 1981. A cidade de Hurghada, no norte do Mar Morto, chega a abrigar um sítio turístico para mergulhadores que desejam ver destroços de navios naufragados ali.
Segundo o Dr. Rodrigo, Wyatt também dizia saber o local onde fora escondida a Arca da Aliança. Depois de sua morte, seu substituto e principal aliado, Richard Rives, conseguiu autorização especial para escavar no local onde Wyatt disse ter visto e até fotografado a Arca. Porém, nada foi encontrado.
Quero concluir esta série com as palavras sensatas de advertência com as quais o Pr. Rodrigo encerra o seu artigo:
"Não acreditemos apressadamente em tudo o que se diz na internet, nem propaguemos o boato através de e-mails do tipo FWD. A descoberta de uma fraude pode colocar em descrétido a verdadeira mensagem que devemos anunciar."
Fim da série
Como pudemos ver pelas postagens anteriores a tese defendida pelo enfermeiro anestesista que também era arqueólogo amador, Ron Wyatt, pode até ser muito bonita, porém não pode ser sustentada cientificante.
Algumas pessoas um pouco melhor esclarecidas como, por exemplo, o jornalista apologista cristão Michelson Borges, preferem equiparar este tipo de informação com as muitas lendas urbanas e boatos (hoaxes) que circulam abundantemente pela internet e que sempre encontram alguém crédulo o bastante para acreditar nelas e as espalhar aos quatro ventos.
Particularmente falando, não acho muito correto comparar estas informações oriundas do trabalho feito por Wyatt como um "hoax". Os boatos virtuais são caracterizados como mentiras sutilmente elaboradas ou modificadas para se passarem por verdades. Um exemplo de hoax clássico que supostamente comprovaria a veracidade do texto bíblico é aquela estória do dia longo de Josué sendo atestado pelos computadores da NASA. Já no caso em questão temos a circulação de informações que foram pesquisadas e defendidas por um arqueólogo amador, mas que foram rechaçadas pela comunidade científica. Não se trata de mentira inventada, mas sim de uma tese equivocada.
A Revista Adventista (publicação oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia) do mês de março de 2009 trouxe um artigo escrito por um pastor especialista em Arqueologia Bíblica, Dr. Rodrigo Silva, intitulado "O êxodo que não existiu". Neste texto o Pr. Rodrigo analisa as descobertas divulgadas por Wyatt. Eis aqui alguns trechos da matéria:
"Por mais de uma vez tive [diz Rodrigo] a oportunidade de visitar, com a equipe arqueológica da Universidade Andrews, os locais a que Wyatt faz referência. Coletamos dados, fizemos análises, entrevistas, etc. e, depois de tudo isso, posso afirmar, sem temor de erro, que essas descobertas são completamente falsas."
Quanto a descoberta dos artefatos arqueológicos (rodas de carruagens) e ossadas fotografadas no fundo do local identificado por Wyatt como o Mar Vermelho, o artigo do especialista adventista esclarece:
"[Wyatt] sustentava que o Golfo de Áqaba, perto de Nuweiba, seria o local da travessia dos hebreus. Ali, num trabalho arqueológico submarino, Wyatt disse ter encontrado ossos humanos e rodas das carruagens de faraó cobertas de corais..."
Se você voltar para a apresentação em PowerPoint no 1º capítulo desta série verá que a roda que ali aparece na foto é uma roda de "ouro" com quatro raios (aro quádruplo), mostrando semelhança com algumas rodas de carruagens antigas expostas em museus.
"O que Wyatt não contou", diz Rodrigo, "é que os egípcios tinham dois tipos de carruagem: uma para a guerra, com aro sêxtuplo (...) e uma para passeios ocasionais, a quádrupla, que ele disse ter encontrado. Se a dita roda fotografada por Wyatt fosse mesmo autêntica, teríamos de perguntar por que faraó teria usado carruagens de passeio para perseguir o povo hebreu e deixado em casa as carruagens de guerra?"
As peças fotografadas por Wyatt provavelmente provieram de navios cargueiros que afundaram na região entre 1869 e 1981. A cidade de Hurghada, no norte do Mar Morto, chega a abrigar um sítio turístico para mergulhadores que desejam ver destroços de navios naufragados ali.
Segundo o Dr. Rodrigo, Wyatt também dizia saber o local onde fora escondida a Arca da Aliança. Depois de sua morte, seu substituto e principal aliado, Richard Rives, conseguiu autorização especial para escavar no local onde Wyatt disse ter visto e até fotografado a Arca. Porém, nada foi encontrado.
Quero concluir esta série com as palavras sensatas de advertência com as quais o Pr. Rodrigo encerra o seu artigo:
"Não acreditemos apressadamente em tudo o que se diz na internet, nem propaguemos o boato através de e-mails do tipo FWD. A descoberta de uma fraude pode colocar em descrétido a verdadeira mensagem que devemos anunciar."
Fim da série
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A Travessia do Mar Vermelho - Mito ou Fato? (Parte 2)
por Cleiton Heredia
Para esta análise que faremos, eu estarei me baseando no interessante trabalho de pesquisa que o Sr.Paulo da Silva Neto Sobrinho publicou com o título: "Mar Vermelho: a travessia que não existiu".
Antes de analisarmos as informações contidas na apresentação que publicamos na postagem anterior vejamos quem é a autoridade arqueológica que o documento apresenta como o autor das descobertas: Ronald Eldon Wyatt.
"Wyatt (1933-04/08/1999) foi um arqueólogo amador contestado por suas supostas descobertas arqueológicas à respeito de localidades bíblicas. Contudo, o único objeto arqueológico aceito ter pertencido ao templo de Salomão, o 'Pomo de Marfim', foi encontrado por ele." (Wikipédia).
Este contestado arqueólogo era Adventista do Sétimo Dia (segmento cristão protestante) e ficou famoso por seu descobrimento da Arca de Noé, no sítio do navio encontrado na Região do Monte Ararat da Turquia, a muitos pés acima do nível do mar.
Seus outros achados que supostamente confirmariam como verdadeiras as histórias narradas no Antigo e Novo Testamento da Bíblia são:
- Descobrimento dos restos da Sodoma e Gomorra;
- Descobrimento do Monte Sinai com a rocha que Moisés partiu para que fluísse a água;
- Descobrimento do lugar em que os israelitas cruzaram o Mar Vermelho durante o êxodo (que é o alvo do nosso estudo aqui);
- E a mais "fantástica" descoberta de todos os tempos: o descobrimento da Arca do Concerto relacionada ao verdadeiro lugar da crucificação de Cristo, que incluiu a descoberta de sangue seco, que quando foi analisado, resultou ser como nenhum outro sangue encontrado jamais nesta terra - O sangue do próprio Filho de Deus!
Bem, se você é uma pessoa que se preocupa com a veracidade dos fatos, já deve ter percebido que mesmo sendo considerado como um arqueólogo amador, Wyatt deveria estar entre os mais consagrados arqueólogos do século caso suas descobertas fossem ratificadas pelos verdadeiros cientistas e estudiosos nesta área.
No entanto, se formos buscar o verdadeiro conhecimento científico por trás das genuínas descobertas arqueológicas, ou pelo menos daquelas que são reconhecidas com autenticidade pela comunidade científica veremos que "seus achados revolucionaram o estudo do antigo Israel e jogaram sérias dúvidas sobre as bases históricas de muitas narrativas bíblicas, como as peregrinações dos patriarcas, o êxodo do Egito e a conquista de Canaã, e o glorioso império de Davi e Salomão". E mais, "agora é evidente que muitos eventos da história bíblica não aconteceram numa determinada era ou da maneira como foram descritos. Alguns dos eventos famosos da Bíblia jamais aconteceram inteiramente".
As informações entre aspas do parágrafo acima foram ditas por dois dos principais arqueólogos em atividade: Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman. Finkelstein é diretor do Instituto de Arqueologia Sonia e Marco Nadler, da Universidade de Tel Aviv, em Israel e Silberman é diretor de interpretação histórica do Centro Ename de Arqueologia Pública e Apresentação do Legado Histórico, na Bélgica, além de contribuir regularmente como editor para a revista Archaeology.
Na próxima postagem começaremos a analisar as informações contidas na apresentação.
Para esta análise que faremos, eu estarei me baseando no interessante trabalho de pesquisa que o Sr.Paulo da Silva Neto Sobrinho publicou com o título: "Mar Vermelho: a travessia que não existiu".
Antes de analisarmos as informações contidas na apresentação que publicamos na postagem anterior vejamos quem é a autoridade arqueológica que o documento apresenta como o autor das descobertas: Ronald Eldon Wyatt.
"Wyatt (1933-04/08/1999) foi um arqueólogo amador contestado por suas supostas descobertas arqueológicas à respeito de localidades bíblicas. Contudo, o único objeto arqueológico aceito ter pertencido ao templo de Salomão, o 'Pomo de Marfim', foi encontrado por ele." (Wikipédia).
Este contestado arqueólogo era Adventista do Sétimo Dia (segmento cristão protestante) e ficou famoso por seu descobrimento da Arca de Noé, no sítio do navio encontrado na Região do Monte Ararat da Turquia, a muitos pés acima do nível do mar.
Seus outros achados que supostamente confirmariam como verdadeiras as histórias narradas no Antigo e Novo Testamento da Bíblia são:
- Descobrimento dos restos da Sodoma e Gomorra;
- Descobrimento do Monte Sinai com a rocha que Moisés partiu para que fluísse a água;
- Descobrimento do lugar em que os israelitas cruzaram o Mar Vermelho durante o êxodo (que é o alvo do nosso estudo aqui);
- E a mais "fantástica" descoberta de todos os tempos: o descobrimento da Arca do Concerto relacionada ao verdadeiro lugar da crucificação de Cristo, que incluiu a descoberta de sangue seco, que quando foi analisado, resultou ser como nenhum outro sangue encontrado jamais nesta terra - O sangue do próprio Filho de Deus!
Bem, se você é uma pessoa que se preocupa com a veracidade dos fatos, já deve ter percebido que mesmo sendo considerado como um arqueólogo amador, Wyatt deveria estar entre os mais consagrados arqueólogos do século caso suas descobertas fossem ratificadas pelos verdadeiros cientistas e estudiosos nesta área.
No entanto, se formos buscar o verdadeiro conhecimento científico por trás das genuínas descobertas arqueológicas, ou pelo menos daquelas que são reconhecidas com autenticidade pela comunidade científica veremos que "seus achados revolucionaram o estudo do antigo Israel e jogaram sérias dúvidas sobre as bases históricas de muitas narrativas bíblicas, como as peregrinações dos patriarcas, o êxodo do Egito e a conquista de Canaã, e o glorioso império de Davi e Salomão". E mais, "agora é evidente que muitos eventos da história bíblica não aconteceram numa determinada era ou da maneira como foram descritos. Alguns dos eventos famosos da Bíblia jamais aconteceram inteiramente".
As informações entre aspas do parágrafo acima foram ditas por dois dos principais arqueólogos em atividade: Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman. Finkelstein é diretor do Instituto de Arqueologia Sonia e Marco Nadler, da Universidade de Tel Aviv, em Israel e Silberman é diretor de interpretação histórica do Centro Ename de Arqueologia Pública e Apresentação do Legado Histórico, na Bélgica, além de contribuir regularmente como editor para a revista Archaeology.
Na próxima postagem começaremos a analisar as informações contidas na apresentação.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Travessia do Mar Vermelho - Mito ou Fato? (Parte 1)
por Cleiton Heredia
Recebi hoje um e-mail de um amigo contendo um anexo com um daqueles arquivos pps (powerpoint) com o seguinte título: "Moisés e a Travessia do Mar Vermelho - Verdade ou Ficção?".
Clique abaixo e assista você mesmo a apresentação:
A mesma apresentação acima também pode ser encontrada em vídeo no Youtube. Veja logo abaixo:
E então? Impressionado com todos estes detalhes que confirmam com exatidão os relatos bíblicos conforme relatados no livro de Êxodo?
A partir de amanhã começaremos analisar detalhadamente todas estas informações.
AVISO: Caso não queira ter suas crenças abaladas, eu sugiro que não acompanhe esta série. Pare por aqui mesmo! Porém, caso você seja uma pessoa que busca com sinceridade pela verdade seja ela qual for, então eu o convido para que leia com atenção a tudo o que virá na sequência e então tire as suas próprias conclusões.
Lembre-se:
"A verdade não teme a investigação".
Recebi hoje um e-mail de um amigo contendo um anexo com um daqueles arquivos pps (powerpoint) com o seguinte título: "Moisés e a Travessia do Mar Vermelho - Verdade ou Ficção?".
Clique abaixo e assista você mesmo a apresentação:
A mesma apresentação acima também pode ser encontrada em vídeo no Youtube. Veja logo abaixo:
E então? Impressionado com todos estes detalhes que confirmam com exatidão os relatos bíblicos conforme relatados no livro de Êxodo?
A partir de amanhã começaremos analisar detalhadamente todas estas informações.
AVISO: Caso não queira ter suas crenças abaladas, eu sugiro que não acompanhe esta série. Pare por aqui mesmo! Porém, caso você seja uma pessoa que busca com sinceridade pela verdade seja ela qual for, então eu o convido para que leia com atenção a tudo o que virá na sequência e então tire as suas próprias conclusões.
Lembre-se:
"A verdade não teme a investigação".
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
"Crianças não devem ser doutrinadas" - Richard Dawkins
por Cleiton Heredia
Aproveitando o Dia das Crianças disponibilizo logo abaixo um trecho da entrevista que o biólogo Richard Dawkins deu em 2009 no FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e que foi reproduzida no programa Milênio da Globo News em 10/08/09.
Chamo a atenção para o trecho compreendido entre os 3:15 e 6:25 minutos do vídeo abaixo (parte 3):
O grande problema que vejo nesta questão da doutrinação de crianças é que muitos a confundem com ensinar princípios éticos e morais. Os religiosos entendem que se não doutrinarem seus filhos, eles crescerão como pessoas sem caráter. E isto acontece porque para muitos religiosos é impossível ser uma pessoa de bem sem acreditar na existência de Deus. Para estes religiosos se não houver a crença de que existe um inferno a evitar e um céu a ganhar, o ser humano fica sem limites e se transforma num monstro pervertido.
Como já tratei deste assunto na série de 3 postagens intitulada "O homem sem Deus vira um monstro", não irei entrar em detalhes (caso queira ler as postagens clique nos links ao lado: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3)
Uma coisa é dizer para uma criança que esta ou aquela doutrina religiosa é a verdade absoluta e todas as demais que não concordam com ela estão erradas, e outra coisa é ensinar uma criança que para se conviver de forma salutar em uma sociedade regida por leis que estabelecem direitos e obrigações, é necessário respeitar estas leis sendo honesto, trabalhador, respeitador, prudente, íntegro, não prejudicando a ninguém na mesma proporção em que não gostaríamos de ser prejudicados.
Caso se interesse em assistir ao início da entrevista, logo abaixo estão a parte 1 e 2 (eu recomendo - principalmente a parte 2):
Aproveitando o Dia das Crianças disponibilizo logo abaixo um trecho da entrevista que o biólogo Richard Dawkins deu em 2009 no FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e que foi reproduzida no programa Milênio da Globo News em 10/08/09.
Chamo a atenção para o trecho compreendido entre os 3:15 e 6:25 minutos do vídeo abaixo (parte 3):
O grande problema que vejo nesta questão da doutrinação de crianças é que muitos a confundem com ensinar princípios éticos e morais. Os religiosos entendem que se não doutrinarem seus filhos, eles crescerão como pessoas sem caráter. E isto acontece porque para muitos religiosos é impossível ser uma pessoa de bem sem acreditar na existência de Deus. Para estes religiosos se não houver a crença de que existe um inferno a evitar e um céu a ganhar, o ser humano fica sem limites e se transforma num monstro pervertido.
Como já tratei deste assunto na série de 3 postagens intitulada "O homem sem Deus vira um monstro", não irei entrar em detalhes (caso queira ler as postagens clique nos links ao lado: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3)
Uma coisa é dizer para uma criança que esta ou aquela doutrina religiosa é a verdade absoluta e todas as demais que não concordam com ela estão erradas, e outra coisa é ensinar uma criança que para se conviver de forma salutar em uma sociedade regida por leis que estabelecem direitos e obrigações, é necessário respeitar estas leis sendo honesto, trabalhador, respeitador, prudente, íntegro, não prejudicando a ninguém na mesma proporção em que não gostaríamos de ser prejudicados.
Caso se interesse em assistir ao início da entrevista, logo abaixo estão a parte 1 e 2 (eu recomendo - principalmente a parte 2):
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Fim do Mundo - Mais uma hipótese a considerar
por Cleiton Heredia
Já que estamos falando sobre eventos catastróficos com potencial de exterminar a vida humana neste planeta (pelo menos da forma como a conhecemos hoje), ainda está faltando o cinema produzir um filme onde um Supervulcão seja o vilão da vez.
Filmes como Volcano (1997) e O Inferno de Dante (Dante's Peak - 1997) retratam tragédias locais provocadas por grandes vulcões, mas nada tão grande a ponto de ameaçar toda a vida no globo terrestre.
Um Supervulcão refere-se a um vulcão que produz as maiores e mais volumosos tipos de erupções na Terra. São vulcões com potencial de gerar catástrofes globais e extinção em massa. As crateras formadas por supervulcões são tão grandes que algumas delas só podem ser percebidas por imagens de satélite.
Os Supervulcões conhecidos em nosso planeta são um total de quatorze sendo que cinco deles encontram-se nos Estados Unidos da América do Norte e aquele que mais preocupa os vulcanólogos atualmente é o do Parque Nacional de Yellowstone em Wyoming (o supervulcão mais próximo de nós brasileiros é o Caldera de Vilama na Argentina).
O professor vulcanologista Bill McGuire diz que em Yellowstone o subsolo está inflando e elevando o nível do chão, o que talvez seja indício de atividade. Mas não há, por enquanto, razões para pânico. A cratera dará sinais bem mais intensos anos antes de voltar à ativa, tranqüiliza McGuire.
O despertar do monstro pode levar um ano, dez milênios ou não acontecer nunca. Mas os geólogos descobriram que no passado a região sofreu megaerupções em ciclos de 600 mil anos. O interessante é que a última ocorreu há 630 mil anos. Yellowstone, ao que parece, está com o prazo vencido.
No caso de uma erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente seria exterminada. Porém, o restante do planeta sofreria terrivelmente devido ao “inverno vulcânico”, cuja duração seria medida em anos.
Um “inverno vulcânico” é a redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo (aumentando assim a reflexibilidade da Terra). Colheitas seriam prejudicadas, sem falar na economia, extremamente dependente de importações. A população mundial mergulharia em uma crise climática e econômica sem precedentes onde a fome, a doença e o caos generalizado dariam cabo daqueles que sobrevivessem.
O vídeo abaixo mostra uma impressionante simulação de uma erupção em Yellowstone:
O próximo vídeo é menos impactante, porém mais rico em informação:
Enquanto isto não acontece, curta as belas imagens deste lindo, porém perigoso parque:
Já que estamos falando sobre eventos catastróficos com potencial de exterminar a vida humana neste planeta (pelo menos da forma como a conhecemos hoje), ainda está faltando o cinema produzir um filme onde um Supervulcão seja o vilão da vez.
Filmes como Volcano (1997) e O Inferno de Dante (Dante's Peak - 1997) retratam tragédias locais provocadas por grandes vulcões, mas nada tão grande a ponto de ameaçar toda a vida no globo terrestre.
Um Supervulcão refere-se a um vulcão que produz as maiores e mais volumosos tipos de erupções na Terra. São vulcões com potencial de gerar catástrofes globais e extinção em massa. As crateras formadas por supervulcões são tão grandes que algumas delas só podem ser percebidas por imagens de satélite.
Os Supervulcões conhecidos em nosso planeta são um total de quatorze sendo que cinco deles encontram-se nos Estados Unidos da América do Norte e aquele que mais preocupa os vulcanólogos atualmente é o do Parque Nacional de Yellowstone em Wyoming (o supervulcão mais próximo de nós brasileiros é o Caldera de Vilama na Argentina).
O professor vulcanologista Bill McGuire diz que em Yellowstone o subsolo está inflando e elevando o nível do chão, o que talvez seja indício de atividade. Mas não há, por enquanto, razões para pânico. A cratera dará sinais bem mais intensos anos antes de voltar à ativa, tranqüiliza McGuire.
O despertar do monstro pode levar um ano, dez milênios ou não acontecer nunca. Mas os geólogos descobriram que no passado a região sofreu megaerupções em ciclos de 600 mil anos. O interessante é que a última ocorreu há 630 mil anos. Yellowstone, ao que parece, está com o prazo vencido.
No caso de uma erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente seria exterminada. Porém, o restante do planeta sofreria terrivelmente devido ao “inverno vulcânico”, cuja duração seria medida em anos.
Um “inverno vulcânico” é a redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo (aumentando assim a reflexibilidade da Terra). Colheitas seriam prejudicadas, sem falar na economia, extremamente dependente de importações. A população mundial mergulharia em uma crise climática e econômica sem precedentes onde a fome, a doença e o caos generalizado dariam cabo daqueles que sobrevivessem.
O vídeo abaixo mostra uma impressionante simulação de uma erupção em Yellowstone:
O próximo vídeo é menos impactante, porém mais rico em informação:
Enquanto isto não acontece, curta as belas imagens deste lindo, porém perigoso parque:
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Cleiton Heredia
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O despertar do Sol
por Cleiton Heredia
Você sabe dizer o que os filmes abaixo tem em comum além do fato de serem todos filmes apocalípticos que retratam como a vida humana neste planeta pode deixar de existir?
1- Asteróide (Asteroid - 1997)
2- Impacto Profundo (Deep Impact - 1998)
3- Armageddon (1998)
4- Extermínio (28 Days Later - 2002)
5- O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow - 2004)
6- Eu Sou a Lenda (I am Legend - 2007)
7- Fim dos Tempos (The Happening - 2008)
8- Vírus (Carriers - 2009)
9- 2012 (2009)
10- Presságio (Knowing - 2009)
Todos eles são cientificamente passíveis de tornarem-se realidade.
Os três primeiros filmes tratam da possibilidade de asteróides chocarem-se com o nosso planeta.
O quarto filme juntamente com a sequência seis a oito são filmes que falam de algum provável vírus letal espalhar-se pelo planeta e dizimar a raça humana.
O filme número cinco aborda a temática do aquecimento global e suas terríveis consequências para a vida humana.
O nono filme é o menos provável cientificamente falando, pois pouco se sabe dos efeitos de um eventual alinhamento galáctico no eixo de rotação do nosso planeta.
O último filme é em minha opinião talvez o maior risco que nosso planeta corre, superando inclusive a possibilidade de choque com algum asteróide gigante.
Afirmo isto com base nas seguintes informações recentes:
"Na madrugada de domingo (01/08), todo o lado do Sol virado para a Terra experimentou um tumulto de atividades em cadeia, que começou com uma erupção solar de classe C3 - relativamente pequena - e terminou em um autêntico tsunami solar." - Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/08/2010.
Segundo os cientistas que analisaram este fenômeno natural, múltiplos filamentos magnéticos foram gerados e se elevaram da superfície estelar em uma agitação de grande escala da corona solar com explosões de ondas de rádio e uma ejeção de massa coronal.
Estima-se que esta erupção solar em larga escala ejetou cerca de 10 bilhões de toneladas de plasma (átomos ionizados) para o espaço interplanetário em apenas poucas horas de atividade.
Parte deste plasma foi dirigido diretamente para o nosso planeta num verdadeiro tsunami solar demorando de três a quatro dias para que seus efeitos pudessem ser sentidos. Neste caso, nada tão sério além de algumas formações de magníficas auroras boreais e austrais, bem como certa interferência nos sistemas de comunicação, principalmente via satélite, e até mesmo pelas redes de distribuição de energia devido à tempestade geomagnética.
Os cientistas estão bastante interessados neste tipo de fenômeno, uma vez que ele pode ser o indício de que o Sol pode estar acordando para mais um ciclo de atividade máxima. Estes ciclos são regulares e duram em média 11 anos. O último máximo solar ocorreu em 2001 e esta erupção em larga escala é um dos primeiros sinais de que o Sol pode estar acordando e caminhando para outro máximo.
Tudo indica que a partir de 2011 teremos uma ótima temporada para bronzeamentos duradouros e churrascos ao ar livre, se é que você me entende!
Você sabe dizer o que os filmes abaixo tem em comum além do fato de serem todos filmes apocalípticos que retratam como a vida humana neste planeta pode deixar de existir?
1- Asteróide (Asteroid - 1997)
2- Impacto Profundo (Deep Impact - 1998)
3- Armageddon (1998)
4- Extermínio (28 Days Later - 2002)
5- O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow - 2004)
6- Eu Sou a Lenda (I am Legend - 2007)
7- Fim dos Tempos (The Happening - 2008)
8- Vírus (Carriers - 2009)
9- 2012 (2009)
10- Presságio (Knowing - 2009)
Todos eles são cientificamente passíveis de tornarem-se realidade.
Os três primeiros filmes tratam da possibilidade de asteróides chocarem-se com o nosso planeta.
O quarto filme juntamente com a sequência seis a oito são filmes que falam de algum provável vírus letal espalhar-se pelo planeta e dizimar a raça humana.
O filme número cinco aborda a temática do aquecimento global e suas terríveis consequências para a vida humana.
O nono filme é o menos provável cientificamente falando, pois pouco se sabe dos efeitos de um eventual alinhamento galáctico no eixo de rotação do nosso planeta.
O último filme é em minha opinião talvez o maior risco que nosso planeta corre, superando inclusive a possibilidade de choque com algum asteróide gigante.
Afirmo isto com base nas seguintes informações recentes:
"Na madrugada de domingo (01/08), todo o lado do Sol virado para a Terra experimentou um tumulto de atividades em cadeia, que começou com uma erupção solar de classe C3 - relativamente pequena - e terminou em um autêntico tsunami solar." - Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/08/2010.
Segundo os cientistas que analisaram este fenômeno natural, múltiplos filamentos magnéticos foram gerados e se elevaram da superfície estelar em uma agitação de grande escala da corona solar com explosões de ondas de rádio e uma ejeção de massa coronal.
Estima-se que esta erupção solar em larga escala ejetou cerca de 10 bilhões de toneladas de plasma (átomos ionizados) para o espaço interplanetário em apenas poucas horas de atividade.
Parte deste plasma foi dirigido diretamente para o nosso planeta num verdadeiro tsunami solar demorando de três a quatro dias para que seus efeitos pudessem ser sentidos. Neste caso, nada tão sério além de algumas formações de magníficas auroras boreais e austrais, bem como certa interferência nos sistemas de comunicação, principalmente via satélite, e até mesmo pelas redes de distribuição de energia devido à tempestade geomagnética.
Os cientistas estão bastante interessados neste tipo de fenômeno, uma vez que ele pode ser o indício de que o Sol pode estar acordando para mais um ciclo de atividade máxima. Estes ciclos são regulares e duram em média 11 anos. O último máximo solar ocorreu em 2001 e esta erupção em larga escala é um dos primeiros sinais de que o Sol pode estar acordando e caminhando para outro máximo.
Tudo indica que a partir de 2011 teremos uma ótima temporada para bronzeamentos duradouros e churrascos ao ar livre, se é que você me entende!
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Cleiton Heredia
sábado, 1 de maio de 2010
Viagem ao Passado
por Cleiton Heredia

Como eu havia comentado na postagem anterior, quando consideramos a possibilidade de viajar ao passado a coisa complica bastante.
Alguns podem achar que uma viagem ao passado seja mais simples que uma viagem ao futuro, pois o passado já ocorreu, mas futuro ainda não existe. Porém, esta não é bem a lógica das coisas na física. Se você conseguiu entender que a viagem ao futuro acontece devido à desaceleração do tempo do viajante em relação ao tempo no ponto de referência, então você já sabe não se trata de visitar uma época que ainda está por vir, mas sim vivenciar situações onde o tempo transcorre de forma diferenciada.
Mas e quanto a viajar para o passado?

O primeiro obstáculo que encontramos é a questão dos paradoxos. Caso fosse possível visitar o passado, o que aconteceria caso o meu eu do futuro se encontrasse com o meu eu do passado. Imaginemos que eu viaje para uma hora no passado e converse com o meu eu de uma hora atrás. Neste caso, se o meu eu do passado conversou com o meu eu do futuro, por que no futuro de onde eu vim não tinha qualquer lembrança desta conversa que ocorreu no passado? A coisa piora ainda mais se o eu do futuro assassinar o eu do passado. Como é possível existir um eu do futuro se na verdade ele já foi morto no passado? O eu do passado precisará sobreviver ao assassinato para tornar-se o seu próprio assassino vindo do futuro. Mas se sobreviveu é porque nunca existiu um assassinato.
São paradoxos como estes que nos levam a concluir que o passado não pode ser alterado, pois caso seja, pode inviabilizar completamente o futuro de onde veio a fonte da alteração.
Além da questão dos paradoxos, muitos afirmam ser impossível viajar ao passado, pois para isto seria necessário alcançar velocidades superiores a da luz; coisa que é completamente impossível de acordo com a Teoria da Relatividade. Mas eu não quero me referir a este tipo de viagem ao passado feita de forma similar à viagem ao futuro. A coisa é ainda muito mais maluca!

Estou me referindo à Curva de Tempo Fechada, chamada pelos físicos de CTC (Closed Timelike Curve), que tem sido alvo de intensas pesquisas teóricas nos últimos anos. Para entendermos melhor o que é uma CTC pense num looping de uma montanha russa. Por ela o carrinho avança no tempo e no espaço, porém, devido a uma deformação especial dos trilhos, ele volta para o ponto de onde veio. Uma CTC é mais ou menos isto, ou seja, é uma viagem aparentemente para frente, porém como se move num padrão deformado de espaço-tempo, volta-se ao passado.
Antes de você me acusar de estar assistindo demais a filmes de ficção científica, eu quero lhe dizer que a solução do matemático austríaco naturalizado norte-americano, Kurt Gödel, para as equações da Relatividade Geral admite a possibilidade, do ponto de vista físico, de uma geometria capaz de abrigar as Curvas de Tempo Fechada. Para um maior aprofundamento no assunto recomendo o livro do cosmólogo brasileiro, Mario Novello, "O Círculo do Tempo - Um Olhar Sobre Viagens Não-Convencionais no Tempo" (escrito por sugestão do diretor do Instituto de Ciências da Matéria da Universidade de Lyon, na França, E. Elbaz, a partir de exposições que havia feito em seminários internacionais para físicos).
Só temos um pequeno probleminha: Não sabemos ainda como se constrói uma CTC. Na verdade nem as entendemos teoricamente. Alguns cientistas afirmam que elas não são somente difíceis de serem criadas, mas são impossíveis. Outros, porém, aguardam uma melhor compreensão da matemática envolvida antes de concluírem de que os loopings de tempo são impossíveis.

Mas quem disse que precisamos construí-las. Nós poderíamos de repente encontrá-las por aí em algum canto deste vasto universo. O que eu quero dizer é que não podemos descartar a possibilidade de existir algum lugar do universo onde o campo gravitacional seja tão forte que acabe deformando drasticamente o espaço-tempo de forma que, sobre condições muito especiais, um looping de tempo natural seja criado. Estas entidades são popularmente conhecidas como os buracos de minhoca ou buracos de verme (worm hole).
Portanto, pelo menos de forma teórica, as viagens ao passado não podem ainda ser totalmente descartadas. Os cientistas ainda aguardam uma teoria que seja capaz de refutar de forma definitiva toda e qualquer possibilidade teórica de viajar para o passado, tal como a teoria das supercordas ou a teoria das membranas, ainda em fase de uma melhor compreensão.
Resumindo e concluindo: Viagens ao futuro são teoricamente possíveis e até já foram experimentalmente realizadas (é claro que em uma escala insignificante devido à baixa velocidade possibilitada pela atual tecnologia). Viagens ao passado ainda não foram totalmente descartadas por alguns físicos teóricos, porém já são consideradas como improváveis por grande parte da comunidade científica. Sendo assim precisamos entender que, pelo o que tudo indica, as viagens ao futuro serão sempre viagens apenas de ida.
P.S.: Não tenha formação em física, mas sou apenas um curioso que gosta de pesquisar sobre o assunto. Grande parte de tudo aquilo que foi escrito nesta e nas últimas duas postagens está baseado em um artigo escrito pelo professor de física da Universidade de Surrey, Jim Al-Khalili.

Como eu havia comentado na postagem anterior, quando consideramos a possibilidade de viajar ao passado a coisa complica bastante.
Alguns podem achar que uma viagem ao passado seja mais simples que uma viagem ao futuro, pois o passado já ocorreu, mas futuro ainda não existe. Porém, esta não é bem a lógica das coisas na física. Se você conseguiu entender que a viagem ao futuro acontece devido à desaceleração do tempo do viajante em relação ao tempo no ponto de referência, então você já sabe não se trata de visitar uma época que ainda está por vir, mas sim vivenciar situações onde o tempo transcorre de forma diferenciada.
Mas e quanto a viajar para o passado?

O primeiro obstáculo que encontramos é a questão dos paradoxos. Caso fosse possível visitar o passado, o que aconteceria caso o meu eu do futuro se encontrasse com o meu eu do passado. Imaginemos que eu viaje para uma hora no passado e converse com o meu eu de uma hora atrás. Neste caso, se o meu eu do passado conversou com o meu eu do futuro, por que no futuro de onde eu vim não tinha qualquer lembrança desta conversa que ocorreu no passado? A coisa piora ainda mais se o eu do futuro assassinar o eu do passado. Como é possível existir um eu do futuro se na verdade ele já foi morto no passado? O eu do passado precisará sobreviver ao assassinato para tornar-se o seu próprio assassino vindo do futuro. Mas se sobreviveu é porque nunca existiu um assassinato.
São paradoxos como estes que nos levam a concluir que o passado não pode ser alterado, pois caso seja, pode inviabilizar completamente o futuro de onde veio a fonte da alteração.
Além da questão dos paradoxos, muitos afirmam ser impossível viajar ao passado, pois para isto seria necessário alcançar velocidades superiores a da luz; coisa que é completamente impossível de acordo com a Teoria da Relatividade. Mas eu não quero me referir a este tipo de viagem ao passado feita de forma similar à viagem ao futuro. A coisa é ainda muito mais maluca!

Estou me referindo à Curva de Tempo Fechada, chamada pelos físicos de CTC (Closed Timelike Curve), que tem sido alvo de intensas pesquisas teóricas nos últimos anos. Para entendermos melhor o que é uma CTC pense num looping de uma montanha russa. Por ela o carrinho avança no tempo e no espaço, porém, devido a uma deformação especial dos trilhos, ele volta para o ponto de onde veio. Uma CTC é mais ou menos isto, ou seja, é uma viagem aparentemente para frente, porém como se move num padrão deformado de espaço-tempo, volta-se ao passado.
Antes de você me acusar de estar assistindo demais a filmes de ficção científica, eu quero lhe dizer que a solução do matemático austríaco naturalizado norte-americano, Kurt Gödel, para as equações da Relatividade Geral admite a possibilidade, do ponto de vista físico, de uma geometria capaz de abrigar as Curvas de Tempo Fechada. Para um maior aprofundamento no assunto recomendo o livro do cosmólogo brasileiro, Mario Novello, "O Círculo do Tempo - Um Olhar Sobre Viagens Não-Convencionais no Tempo" (escrito por sugestão do diretor do Instituto de Ciências da Matéria da Universidade de Lyon, na França, E. Elbaz, a partir de exposições que havia feito em seminários internacionais para físicos).
Só temos um pequeno probleminha: Não sabemos ainda como se constrói uma CTC. Na verdade nem as entendemos teoricamente. Alguns cientistas afirmam que elas não são somente difíceis de serem criadas, mas são impossíveis. Outros, porém, aguardam uma melhor compreensão da matemática envolvida antes de concluírem de que os loopings de tempo são impossíveis.

Mas quem disse que precisamos construí-las. Nós poderíamos de repente encontrá-las por aí em algum canto deste vasto universo. O que eu quero dizer é que não podemos descartar a possibilidade de existir algum lugar do universo onde o campo gravitacional seja tão forte que acabe deformando drasticamente o espaço-tempo de forma que, sobre condições muito especiais, um looping de tempo natural seja criado. Estas entidades são popularmente conhecidas como os buracos de minhoca ou buracos de verme (worm hole).
Portanto, pelo menos de forma teórica, as viagens ao passado não podem ainda ser totalmente descartadas. Os cientistas ainda aguardam uma teoria que seja capaz de refutar de forma definitiva toda e qualquer possibilidade teórica de viajar para o passado, tal como a teoria das supercordas ou a teoria das membranas, ainda em fase de uma melhor compreensão.
Resumindo e concluindo: Viagens ao futuro são teoricamente possíveis e até já foram experimentalmente realizadas (é claro que em uma escala insignificante devido à baixa velocidade possibilitada pela atual tecnologia). Viagens ao passado ainda não foram totalmente descartadas por alguns físicos teóricos, porém já são consideradas como improváveis por grande parte da comunidade científica. Sendo assim precisamos entender que, pelo o que tudo indica, as viagens ao futuro serão sempre viagens apenas de ida.
P.S.: Não tenha formação em física, mas sou apenas um curioso que gosta de pesquisar sobre o assunto. Grande parte de tudo aquilo que foi escrito nesta e nas últimas duas postagens está baseado em um artigo escrito pelo professor de física da Universidade de Surrey, Jim Al-Khalili.
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Cleiton Heredia
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Viagem ao Futuro
por Cleiton Heredia

Como vimos na postagem anterior, o fato do tempo poder ser desacelerado nos abre as portas para começarmos a pensar em viagens através do tempo, ou melhor dizendo, em viagens para o futuro.
Como seriam estas viagens para o futuro?

Imagine que você resolva fazer uma rápida visita a algum planeta ao redor da estrela mais próxima do nosso Sol, Alfa Centauri. Como esta estrela está distante de nós uns 4,2 anos-luz e você têm a sua disposição uma moderníssima espaçonave com uma velocidade de cruzeiro de 90% da velocidade da luz (270 mil km/seg), sua viagem de ida e volta irá durar algo entorno de 9,5 anos.
Chegamos ao dia de sua partida! Será hoje, dia 30/04/2010. Você se despede de sua família e amigos e parte para sua inusitada aventura. Ao regressar, nove anos e meio mais tarde, seu diário de bordo registra o dia de sua chegada como sendo o dia 11/09/2019. Porém, você toma um susto ao ser avisado pela torre de comando que o dia na Terra é 11/09/2119. Você acabou de viajar cem anos para o futuro em uma viagem que para você só demorou cerca de nove anos e meio.

Caso esteja ainda pensando que isto não passa de ficção científica, eu quero lhe informar que esse efeito foi checado e confirmado muitas vezes em diferentes experimentos com níveis muito altos de precisão. Por exemplo, em 1971 os cientistas J.C. Hafele e Richard E. Keating deram a volta na Terra (sentido leste) em um avião a jato levando consigo alguns relógios atômicos de alta precisão. Ao completar a viagem os relógios a bordo foram comparados com relógios atômicos de referência do Observatório Naval dos Estados Unidos e constatou-se que os relógios do avião estavam uma pequena fração de segundo atrasados em relação aos relógios do observatório.
Portanto, está comprovado cientificamente que é possível desacelerar o tempo e desta forma empreender viagens ao futuro, nem que seja, por enquanto, conseguir ir apenas algumas pequenas frações de segundos adiante.
Na próxima postagem vamos falar das viagens ao passado. É aí que o bicho pega!

Como vimos na postagem anterior, o fato do tempo poder ser desacelerado nos abre as portas para começarmos a pensar em viagens através do tempo, ou melhor dizendo, em viagens para o futuro.
Como seriam estas viagens para o futuro?

Imagine que você resolva fazer uma rápida visita a algum planeta ao redor da estrela mais próxima do nosso Sol, Alfa Centauri. Como esta estrela está distante de nós uns 4,2 anos-luz e você têm a sua disposição uma moderníssima espaçonave com uma velocidade de cruzeiro de 90% da velocidade da luz (270 mil km/seg), sua viagem de ida e volta irá durar algo entorno de 9,5 anos.
Chegamos ao dia de sua partida! Será hoje, dia 30/04/2010. Você se despede de sua família e amigos e parte para sua inusitada aventura. Ao regressar, nove anos e meio mais tarde, seu diário de bordo registra o dia de sua chegada como sendo o dia 11/09/2019. Porém, você toma um susto ao ser avisado pela torre de comando que o dia na Terra é 11/09/2119. Você acabou de viajar cem anos para o futuro em uma viagem que para você só demorou cerca de nove anos e meio.

Caso esteja ainda pensando que isto não passa de ficção científica, eu quero lhe informar que esse efeito foi checado e confirmado muitas vezes em diferentes experimentos com níveis muito altos de precisão. Por exemplo, em 1971 os cientistas J.C. Hafele e Richard E. Keating deram a volta na Terra (sentido leste) em um avião a jato levando consigo alguns relógios atômicos de alta precisão. Ao completar a viagem os relógios a bordo foram comparados com relógios atômicos de referência do Observatório Naval dos Estados Unidos e constatou-se que os relógios do avião estavam uma pequena fração de segundo atrasados em relação aos relógios do observatório.
Portanto, está comprovado cientificamente que é possível desacelerar o tempo e desta forma empreender viagens ao futuro, nem que seja, por enquanto, conseguir ir apenas algumas pequenas frações de segundos adiante.
Na próxima postagem vamos falar das viagens ao passado. É aí que o bicho pega!
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Cleiton Heredia
quinta-feira, 29 de abril de 2010
O que é o Tempo?
por Cleiton Heredia

A maioria de nós possui uma visão newtoniana do tempo, ou seja, que o tempo é absoluto e inflexível. Isaac Newton descrevia o tempo como existente totalmente fora do espaço e independentemente de todos os processos que ocorrem no espaço. De forma quase que instintiva nós pensamos no tempo como fluindo numa taxa constante, como se houvesse um relógio cósmico imaginário que não pode em hipótese alguma ser adiantado ou atrasado.
Albert Einstein revolucionou estes conceitos quando descobriu, por meio de seus estudos sobre a natureza da luz, que o tempo e o espaço não são independentes, mas estão intimamente ligados. Seus estudos deram origem a Teoria da Relatividade Restrita e desencadearam um conjunto de conceitos totalmente novos e desconhecidos na física.

Mas o que é a Teoria da Relatividade Restrita? Bem, de forma hiper-mega-super resumida é a teoria que unifica as três dimensões espaciais com o tempo (dimensão temporal) em algo que os físicos chamam de “espaço-tempo” (é daí que vem a idéia do tempo como a quarta dimensão).
Einstein ampliou o seu modelo e completou sua Teoria da Gravidade, mais conhecida como a Teoria da Relatividade Geral, aonde ele descreve como os efeitos gravitacionais da matéria afetam o espaço-tempo.
Desde Einstein o tempo nunca mais foi o mesmo. Sua Teoria da Relatividade Restrita mostrava que quanto mais perto uma pessoa viaja da velocidade da luz (300 mil km/seg) mais devagar o tempo irá passar. Anos mais tarde, com as experiências realizadas nos aceleradores de partículas atômicas, suas conclusões foram provadas como corretas (os vídeos apresentados na postagem anterior já trataram deste assunto).

As pessoas imaginam que a desaceleração do tempo só ocorre em velocidades extremamente altas (próximas a velocidade da luz), mas na verdade o efeito acontece até mesmo em velocidades bem menores como, por exemplo, a de um atleta correndo os 100 metros rasos. No cronômetro dos juízes que estão fiscalizando a prova o tempo foi cravado em 10 segundos, porém no cronômetro que o corredor carrega consigo o tempo registrado foi de 9.999999999995 segundos. Esta insignificante diferença de apenas cinco psicosegundos entre o cronômetro dos juízes e o cronômetro do corredor aconteceu devido à relação espaço-tempo descoberta por Einstein.
Mas porque o tempo registrado pelo corredor é menor do que o tempo registrado pelos juízes?
Aqui está outro conceito instigante da Teoria da Relatividade Restrita: as distâncias tendem a encurtar conforme você se movimenta mais rápido. Então, por mais maluco que isto possa parecer, para o corredor a distância a ser percorrida é ligeiramente menor do que 100 metros.
Voltando a questão do tempo, muito embora atualmente se conheça as interações entre o espaço e o tempo, ninguém ainda de fato sabe o que é o tempo. As definições que existem são muito vagas e, portanto, o mistério permanece.
Mas o que isto tem haver com as viagens para o futuro ou para o passado?
Na próxima postagem eu tentarei explicar.

A maioria de nós possui uma visão newtoniana do tempo, ou seja, que o tempo é absoluto e inflexível. Isaac Newton descrevia o tempo como existente totalmente fora do espaço e independentemente de todos os processos que ocorrem no espaço. De forma quase que instintiva nós pensamos no tempo como fluindo numa taxa constante, como se houvesse um relógio cósmico imaginário que não pode em hipótese alguma ser adiantado ou atrasado.
Albert Einstein revolucionou estes conceitos quando descobriu, por meio de seus estudos sobre a natureza da luz, que o tempo e o espaço não são independentes, mas estão intimamente ligados. Seus estudos deram origem a Teoria da Relatividade Restrita e desencadearam um conjunto de conceitos totalmente novos e desconhecidos na física.

Mas o que é a Teoria da Relatividade Restrita? Bem, de forma hiper-mega-super resumida é a teoria que unifica as três dimensões espaciais com o tempo (dimensão temporal) em algo que os físicos chamam de “espaço-tempo” (é daí que vem a idéia do tempo como a quarta dimensão).
Einstein ampliou o seu modelo e completou sua Teoria da Gravidade, mais conhecida como a Teoria da Relatividade Geral, aonde ele descreve como os efeitos gravitacionais da matéria afetam o espaço-tempo.
Desde Einstein o tempo nunca mais foi o mesmo. Sua Teoria da Relatividade Restrita mostrava que quanto mais perto uma pessoa viaja da velocidade da luz (300 mil km/seg) mais devagar o tempo irá passar. Anos mais tarde, com as experiências realizadas nos aceleradores de partículas atômicas, suas conclusões foram provadas como corretas (os vídeos apresentados na postagem anterior já trataram deste assunto).

As pessoas imaginam que a desaceleração do tempo só ocorre em velocidades extremamente altas (próximas a velocidade da luz), mas na verdade o efeito acontece até mesmo em velocidades bem menores como, por exemplo, a de um atleta correndo os 100 metros rasos. No cronômetro dos juízes que estão fiscalizando a prova o tempo foi cravado em 10 segundos, porém no cronômetro que o corredor carrega consigo o tempo registrado foi de 9.999999999995 segundos. Esta insignificante diferença de apenas cinco psicosegundos entre o cronômetro dos juízes e o cronômetro do corredor aconteceu devido à relação espaço-tempo descoberta por Einstein.
Mas porque o tempo registrado pelo corredor é menor do que o tempo registrado pelos juízes?
Aqui está outro conceito instigante da Teoria da Relatividade Restrita: as distâncias tendem a encurtar conforme você se movimenta mais rápido. Então, por mais maluco que isto possa parecer, para o corredor a distância a ser percorrida é ligeiramente menor do que 100 metros.
Voltando a questão do tempo, muito embora atualmente se conheça as interações entre o espaço e o tempo, ninguém ainda de fato sabe o que é o tempo. As definições que existem são muito vagas e, portanto, o mistério permanece.
Mas o que isto tem haver com as viagens para o futuro ou para o passado?
Na próxima postagem eu tentarei explicar.
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Cleiton Heredia
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Entenda o Conceito Científico da Viagem no Tempo
por Cleiton Heredia
O vídeo logo a seguir é bem didático e pode ajudar aqueles que ainda não entenderam um dos conceitos "teórico-científicos" básicos no qual os físicos fundamentam suas conjecturas sobre as viagens no tempo.
Na sequência disponibilizo mais um vídeo aonde o próprio mestre Carl Sagan irá nos dar uma rápida aula falando-nos de como o tempo se comporta de forma peculiar em velocidades próximas à velocidade da luz.
Isto não tem nada haver com conceitos sobrenaturais! Isto é ciência!
O vídeo logo a seguir é bem didático e pode ajudar aqueles que ainda não entenderam um dos conceitos "teórico-científicos" básicos no qual os físicos fundamentam suas conjecturas sobre as viagens no tempo.
Na sequência disponibilizo mais um vídeo aonde o próprio mestre Carl Sagan irá nos dar uma rápida aula falando-nos de como o tempo se comporta de forma peculiar em velocidades próximas à velocidade da luz.
Isto não tem nada haver com conceitos sobrenaturais! Isto é ciência!
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Cleiton Heredia
terça-feira, 27 de abril de 2010
O que Carl Sagan disse sobre as Viagens no Tempo
por Cleiton Heredia

O famoso astrônomo Carl Sagan deu uma entrevista durante o making of de "Time Travel" onde respondeu a esta interessante pergunta:
Como um físico, o que você acha da conjectura de proteção cronológica de Stephen Hawking (a qual postula que as leis físicas não permitem máquinas do tempo)?
Veja qual foi a sua resposta (grifos acrescentados):
Houve algumas experiências imaginárias nas quais, justo no momento em que a máquina do tempo é posta para funcionar, o universo conspira para destruí-la, o que levou Hawking e outros a concluir que a natureza conspirará de forma que a viagem no tempo nunca ocorra de fato. Mas ninguém na verdade sabe se este é o caso, e isso não pode ser sabido até que nós tenhamos uma teoria completa da gravidade quântica, que nós não parecemos estar prestes a inventar.
Um dos argumentos de Hawking na conjectura é que nós não somos varridos por milhares de viajantes no tempo do futuro, e, portanto a viagem no tempo é impossível. Eu acho este argumento muito duvidoso, e me faz lembrar muito do argumento de que não pode haver inteligências em outro lugar no espaço, porque caso contrário a Terra seria varrida por aliens. Eu posso pensar em meia dúzia de modos pelos quais nós podemos não ser varridos por viajantes do tempo, e ainda assim a viagem no tempo ser possível.
Em primeiro lugar, pode ser que você possa construir uma máquina do tempo para ir ao futuro, mas não ao passado, e nós não sabemos disto porque nós ainda não inventamos tal máquina do tempo.

Em segundo lugar, poderia ser que a viagem no tempo ao passado é possível, mas eles ainda não chegaram ao nosso tempo, eles estariam muito distantes no futuro e quanto mais você regride no tempo, mais dispendioso seria.
Em terceiro lugar, talvez a viagem no tempo ao passado seja possível, mas só até o momento em que viagem no tempo é inventada. Nós ainda não a inventamos, assim eles não podem vir a nós. Eles podem ir tão ao passado quanto fosse, digamos ao ano 2300, mas não além disso.

Então há a possibilidade de que eles já estão aqui, mas nós não os vemos. Eles têm sistemas de invisibilidade perfeita ou algo assim. Se eles têm tal tecnologia altamente desenvolvida, então por que não? Então há a possibilidade de que eles estão aqui e nós os vemos, mas nós os chamamos de qualquer outra coisa — OVNIs ou fantasmas ou duendes ou fadas ou algo assim.
Finalmente, há a possibilidade de que a viagem no tempo é perfeitamente possível, mas requer um grande avanço em nossa tecnologia, e a civilização humana se destruirá antes que viajantes do tempo a inventem.

Eu estou seguro de que há outras possibilidades também, mas se você apenas pensar nessa gama de possibilidades, eu não acho que o fato de que nós não estamos sendo obviamente visitados por viajantes do tempo mostre que a viagem no tempo é impossível.
Para ler a entrevista completa, clique aqui (em inglês).
Minhas considerações:
Quando uma pessoa afirma com total dogmatismo que a viagem no tempo é impossível de ser realizada, é claro que ela o faz com base no atual conhecimento que temos do universo e das leis da física. Porém, tudo pode mudar com as novas descobertas que a ciência ainda está por realizar. A história está repleta de coisas que anteriormente eram consideradas loucuras completamente impossíveis de serem realizadas, mas hoje já fazem parte do nosso dia a dia.
Como diz meu amigo Ricardo Cluk: "Tudo o que o ser humano imaginar, desde que não transcenda o natural, um dia poderá se tornar realidade".

O famoso astrônomo Carl Sagan deu uma entrevista durante o making of de "Time Travel" onde respondeu a esta interessante pergunta:
Como um físico, o que você acha da conjectura de proteção cronológica de Stephen Hawking (a qual postula que as leis físicas não permitem máquinas do tempo)?
Veja qual foi a sua resposta (grifos acrescentados):
Houve algumas experiências imaginárias nas quais, justo no momento em que a máquina do tempo é posta para funcionar, o universo conspira para destruí-la, o que levou Hawking e outros a concluir que a natureza conspirará de forma que a viagem no tempo nunca ocorra de fato. Mas ninguém na verdade sabe se este é o caso, e isso não pode ser sabido até que nós tenhamos uma teoria completa da gravidade quântica, que nós não parecemos estar prestes a inventar.
Um dos argumentos de Hawking na conjectura é que nós não somos varridos por milhares de viajantes no tempo do futuro, e, portanto a viagem no tempo é impossível. Eu acho este argumento muito duvidoso, e me faz lembrar muito do argumento de que não pode haver inteligências em outro lugar no espaço, porque caso contrário a Terra seria varrida por aliens. Eu posso pensar em meia dúzia de modos pelos quais nós podemos não ser varridos por viajantes do tempo, e ainda assim a viagem no tempo ser possível.
Em primeiro lugar, pode ser que você possa construir uma máquina do tempo para ir ao futuro, mas não ao passado, e nós não sabemos disto porque nós ainda não inventamos tal máquina do tempo.

Em segundo lugar, poderia ser que a viagem no tempo ao passado é possível, mas eles ainda não chegaram ao nosso tempo, eles estariam muito distantes no futuro e quanto mais você regride no tempo, mais dispendioso seria.
Em terceiro lugar, talvez a viagem no tempo ao passado seja possível, mas só até o momento em que viagem no tempo é inventada. Nós ainda não a inventamos, assim eles não podem vir a nós. Eles podem ir tão ao passado quanto fosse, digamos ao ano 2300, mas não além disso.

Então há a possibilidade de que eles já estão aqui, mas nós não os vemos. Eles têm sistemas de invisibilidade perfeita ou algo assim. Se eles têm tal tecnologia altamente desenvolvida, então por que não? Então há a possibilidade de que eles estão aqui e nós os vemos, mas nós os chamamos de qualquer outra coisa — OVNIs ou fantasmas ou duendes ou fadas ou algo assim.
Finalmente, há a possibilidade de que a viagem no tempo é perfeitamente possível, mas requer um grande avanço em nossa tecnologia, e a civilização humana se destruirá antes que viajantes do tempo a inventem.

Eu estou seguro de que há outras possibilidades também, mas se você apenas pensar nessa gama de possibilidades, eu não acho que o fato de que nós não estamos sendo obviamente visitados por viajantes do tempo mostre que a viagem no tempo é impossível.
Para ler a entrevista completa, clique aqui (em inglês).
Minhas considerações:
Quando uma pessoa afirma com total dogmatismo que a viagem no tempo é impossível de ser realizada, é claro que ela o faz com base no atual conhecimento que temos do universo e das leis da física. Porém, tudo pode mudar com as novas descobertas que a ciência ainda está por realizar. A história está repleta de coisas que anteriormente eram consideradas loucuras completamente impossíveis de serem realizadas, mas hoje já fazem parte do nosso dia a dia.
Como diz meu amigo Ricardo Cluk: "Tudo o que o ser humano imaginar, desde que não transcenda o natural, um dia poderá se tornar realidade".
Postado por
Cleiton Heredia
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Seis Possibilidades Problemáticas da Viagem no Tempo
por Cleiton Heredia
Recentemente li um texto de autoria de Augusto C. B. Areal onde ele analisa as possibilidades (hipotéticas, é claro) da viagem no tempo e por achar interessante tentarei reproduzir aqui suas idéias principais.

1ª Possibilidade - O Passado Imutável
O autor compara esta possibilidade com aquilo que acontecia naquele seriado dos anos 60 e 70, chamado "Túnel do Tempo", onde os viajantes do tempo ao interagir com os fatos do passado passam a fazer parte daquilo que realmente aconteceu (nada é alterado).
Por exemplo: Se um viajante do tempo viesse do ano 3010 para a nossa época isto significa esta viagem ajudou de alguma forma a moldar o futuro de onde ele veio.

2ª Possibilidade - Várias Linhas Temporais Diferentes
Nesta possibilidade o passado pode ser alterado, porém ao ser modificado é criada uma nova linha temporal com eventos totalmente diferentes ocorrendo numa espécie de mundo paralelo.
De acordo com esta possibilidade poderia existir um mundo onde uma pessoa, devido a um evento específico, se tornasse um mendigo e um mundo alternativo onde este evento não ocorreu possibilitando que esta mesma pessoa se tornasse um executivo muito bem sucedido.
Se combinarmos esta possibilidade com os eventos religiosos poderíamos ter um mundo alternativo onde Adão e Eva nunca comeram o fruto proibido por Deus ou até uma linha temporal onde Lúcifer nunca houvesse se transformado no Diabo. Neste caso a onisciência e onipresença de Deus abrangeriam todas as possibilidades de forma que pudesse ser o mesmo Deus em todas as linhas temporais ou seria um Deus diferente para cada universo alternativo? Já imaginou uma linha temporal onde Jesus cedesse às tentações de Lúcifer no deserto?

3ª Possibilidade - Um Novo Passado Transitório
Esta idéia foi originalmente considerada no conto de Geoffrey Landis, "Ondulações no Mar de Dirac", publicado na Isaac Asimov Magazine nº 5 de fevereiro de 1991.
A história é mais ou menos assim: Um homem inventa uma máquina do tempo, mas quando está preste a apresentá-la ao mundo, um incêndio irrompe no hotel onde estava hospedado. Prestes a morrer queimado, ele aciona a máquina e volta vinte anos no passado onde consegue mudá-lo e viver normalmente até que novamente chega o dia do incêndio. Neste exato momento o passado se desfaz e ele volta ao hotel em chamas. Mais uma vez ele entra na máquina do tempo e volta ao passado, novamente vive anos atrás, mudando tudo e até prendendo o cara que incendiou o hotel. Porém de nada adianta, pois quando chega o dia do incêndio, tudo volta ao original. Desta forma ele acaba sempre regressando ao passado para não morrer no incêndio, mas sempre gastando alguns segundos a mais para fazê-lo. Desta forma ele passa a se aproximar cada vez mais perto de ser morto pelo incêndio (caso queira fazer um download da revista e ler o conto, clique aqui).

4ª Possibilidade - A Natureza Nunca Permitirá um Paradoxo
Antes de considerar esta possibilidade permita-me explicar rapidamente o que é um paradoxo temporal: Imagine que você retorne ao passado e por um acidente acabe atropelando e matando o seu avô paterno. Se seu avô morreu isto significa que seu pai nunca irá nascer e consequentemente você nunca existirá. Mas se você nunca existiu como então poderia ter voltado no tempo e atropelado o seu avô?
De acordo com esta possibilidade as leis do universo (ou da natureza) impediriam tal encontro fatal que pudesse de alguma forma alterar o futuro e impedir o seu nascimento. Seria como se você estivesse dirigindo no passado e no instante que está para atropelar o seu avô um campo de força o desvia da estrada.
Esta alternativa entende que o universo ou a natureza (Deus?) sempre agirá de alguma forma para isolar os fluxos temporais e impedir que ocorra qualquer tipo de paradoxo.

5ª Possibilidade - O que é mudado reconverge a um futuro comum
Esta possibilidade aceita que o passado possa ser alterado, porém os novos fatos que dali se originará, depois de um tempo irão acabar convergindo na linha temporal original como que as alterações nunca houvessem ocorrido.
Acho que um exemplo pode facilitar a compreensão: Vamos imaginar que uma pessoa volte ao passado e mate Adolf Hitler antes dele criar a Alemanha nazista. É claro que esta alteração fará com que os eventos mundiais dali para frente sejam completamente diferentes. Porém esta possibilidade entende que depois de algum tempo (nem que sejam milhares ou milhões de anos) os eventos mundiais acabariam convergindo para a mesma linha temporal na qual Hitler viveu normalmente.

6ª Possibilidade - Cada vez que o passado muda o presente também muda
O filme "Efeito Borboleta" considera exatamente esta possibilidade. Cada vez que o protagonista voltava ao passado e o alterava, o "presente" deixava automaticamente de existir, sendo substituído por um novo presente criado a partir da mudança. Seria como se a mudança criasse uma nova linha temporal que apagasse e substituísse por completo a linha que antes existia, como se ela nunca houvesse existido.
Muito maluco tudo isto, não acha?
Recentemente li um texto de autoria de Augusto C. B. Areal onde ele analisa as possibilidades (hipotéticas, é claro) da viagem no tempo e por achar interessante tentarei reproduzir aqui suas idéias principais.

1ª Possibilidade - O Passado Imutável
O autor compara esta possibilidade com aquilo que acontecia naquele seriado dos anos 60 e 70, chamado "Túnel do Tempo", onde os viajantes do tempo ao interagir com os fatos do passado passam a fazer parte daquilo que realmente aconteceu (nada é alterado).
Por exemplo: Se um viajante do tempo viesse do ano 3010 para a nossa época isto significa esta viagem ajudou de alguma forma a moldar o futuro de onde ele veio.

2ª Possibilidade - Várias Linhas Temporais Diferentes
Nesta possibilidade o passado pode ser alterado, porém ao ser modificado é criada uma nova linha temporal com eventos totalmente diferentes ocorrendo numa espécie de mundo paralelo.
De acordo com esta possibilidade poderia existir um mundo onde uma pessoa, devido a um evento específico, se tornasse um mendigo e um mundo alternativo onde este evento não ocorreu possibilitando que esta mesma pessoa se tornasse um executivo muito bem sucedido.
Se combinarmos esta possibilidade com os eventos religiosos poderíamos ter um mundo alternativo onde Adão e Eva nunca comeram o fruto proibido por Deus ou até uma linha temporal onde Lúcifer nunca houvesse se transformado no Diabo. Neste caso a onisciência e onipresença de Deus abrangeriam todas as possibilidades de forma que pudesse ser o mesmo Deus em todas as linhas temporais ou seria um Deus diferente para cada universo alternativo? Já imaginou uma linha temporal onde Jesus cedesse às tentações de Lúcifer no deserto?

3ª Possibilidade - Um Novo Passado Transitório
Esta idéia foi originalmente considerada no conto de Geoffrey Landis, "Ondulações no Mar de Dirac", publicado na Isaac Asimov Magazine nº 5 de fevereiro de 1991.
A história é mais ou menos assim: Um homem inventa uma máquina do tempo, mas quando está preste a apresentá-la ao mundo, um incêndio irrompe no hotel onde estava hospedado. Prestes a morrer queimado, ele aciona a máquina e volta vinte anos no passado onde consegue mudá-lo e viver normalmente até que novamente chega o dia do incêndio. Neste exato momento o passado se desfaz e ele volta ao hotel em chamas. Mais uma vez ele entra na máquina do tempo e volta ao passado, novamente vive anos atrás, mudando tudo e até prendendo o cara que incendiou o hotel. Porém de nada adianta, pois quando chega o dia do incêndio, tudo volta ao original. Desta forma ele acaba sempre regressando ao passado para não morrer no incêndio, mas sempre gastando alguns segundos a mais para fazê-lo. Desta forma ele passa a se aproximar cada vez mais perto de ser morto pelo incêndio (caso queira fazer um download da revista e ler o conto, clique aqui).

4ª Possibilidade - A Natureza Nunca Permitirá um Paradoxo
Antes de considerar esta possibilidade permita-me explicar rapidamente o que é um paradoxo temporal: Imagine que você retorne ao passado e por um acidente acabe atropelando e matando o seu avô paterno. Se seu avô morreu isto significa que seu pai nunca irá nascer e consequentemente você nunca existirá. Mas se você nunca existiu como então poderia ter voltado no tempo e atropelado o seu avô?
De acordo com esta possibilidade as leis do universo (ou da natureza) impediriam tal encontro fatal que pudesse de alguma forma alterar o futuro e impedir o seu nascimento. Seria como se você estivesse dirigindo no passado e no instante que está para atropelar o seu avô um campo de força o desvia da estrada.
Esta alternativa entende que o universo ou a natureza (Deus?) sempre agirá de alguma forma para isolar os fluxos temporais e impedir que ocorra qualquer tipo de paradoxo.

5ª Possibilidade - O que é mudado reconverge a um futuro comum
Esta possibilidade aceita que o passado possa ser alterado, porém os novos fatos que dali se originará, depois de um tempo irão acabar convergindo na linha temporal original como que as alterações nunca houvessem ocorrido.
Acho que um exemplo pode facilitar a compreensão: Vamos imaginar que uma pessoa volte ao passado e mate Adolf Hitler antes dele criar a Alemanha nazista. É claro que esta alteração fará com que os eventos mundiais dali para frente sejam completamente diferentes. Porém esta possibilidade entende que depois de algum tempo (nem que sejam milhares ou milhões de anos) os eventos mundiais acabariam convergindo para a mesma linha temporal na qual Hitler viveu normalmente.
6ª Possibilidade - Cada vez que o passado muda o presente também muda
O filme "Efeito Borboleta" considera exatamente esta possibilidade. Cada vez que o protagonista voltava ao passado e o alterava, o "presente" deixava automaticamente de existir, sendo substituído por um novo presente criado a partir da mudança. Seria como se a mudança criasse uma nova linha temporal que apagasse e substituísse por completo a linha que antes existia, como se ela nunca houvesse existido.
Muito maluco tudo isto, não acha?
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