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terça-feira, 21 de junho de 2011

Começa mais um Inverno

por Cleiton Heredia


Amo o outono, mas também sou apaixonado pelo inverno.

O inverno se torna verdadeiramente encantador quando se sabe explorá-lo com todos os cinco sentidos.

- Tato: Gosto de sentir a maciez das luvas, gorros, cachecóis, pijamas de flanela e pantufas.

- Olfato: Cheiro de lenha na lareira, de perfumes mais adocicados e de ar gelado. Hum, como gosto de sentir o cheiro do ar gelado.

- Paladar: Para mim o inverno tem gosto de chocolate quente, pão caseiro quentinho, nata fresca e cuca típica catarinense recém tirada do forno. Mas também tem gosto de caldo de feijão e sopa de mandioquinha salpicada com salsinha e acompanhada com torradas.

- Visão: O visual que mais curto no inverno é o do céu noturno em uma limpa e gelada noite de lua cheia. Porém, as manhãs de inverno também são muito bonitas, especialmente quando fazem a gente soltar aquela "fumaçinha" da boca ao passearmos pelas ruas de Campos de Jordão, Monte Verde e Serra Negra (a "fumacinha" aqui da capital não é tão bonita como a de lá).

- Audição: Você já parou para pensar em qual é o som do inverno? Para mim o som do inverno é o som do silêncio. O silêncio da suave brisa gelada que percorre a paisagem e que embala os meus pensamentos.

Mas para aqueles que querem algo mais passional que o etéreo som do silêncio, apresento o maravilhoso som da sinfonia "Quatro Estações - Inverno" de Vivaldi interpretado pela violinista Mari Samuelsen:

Um feliz inverno para você!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Música para se ouvir quando o mundo estiver para acabar

por Cleiton Heredia

2º movimento da 7ª sinfonia de Ludwig van Beethoven.


O vídeo logo abaixo é para o caso de querer ouvi-la na íntegra.


Magistral! Sublime! Encantadora!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Começa o Inverno!

por Cleiton Heredia


Sei que tem muita gente que não gosta do frio e consequentemente não aprecia muito a chegada do inverno.

Muito embora a estação que eu mais aprecio seja o outono, não deixo de admirar as outras estações do ano, pois acredito que cada uma delas possui seu encanto e atrativo peculiar.

No inverno, por exemplo, você já percebeu como as pessoas ficam mais bonitas? Com a necessidade de se agasalharem por causa do frio, elas acabam se vestindo melhor com todos aqueles casacos, agasalhos, gorros, cachecóis, luvas e botas. Até o cheiro delas parece ficar mais gostoso, pois o frio permite abusar dos perfumes um pouco mais fortes.

Outra coisa gostosa das épocas frias é curtir o aconchego do lar assistindo a um bom filme debaixo das cobertas, tomar um delicioso chá ou chocolate bem quentinho acompanhado de alguns petifours ou outra guloseima qualquer, andar de pijama de flanela e pantufas pela casa e ler um bom livro na frente da lareira ou do aquecedor. Até a cama fica muito mais atrativa no frio.

Mas tem uma coisa em particular que deveria tornar o inverno uma estação muito especial para todos nós. O frio que sentimos nesta época deveria constantemente nos lembrar de que a vida se torna muito mais gostosa quando aprendemos a partilhar o nosso calor humano.

Em homenagem à chegada do inverno lhe convido a assistir ao belíssimo vídeo aonde a fenomenal Julia Fischer, acompanhada da Academy of St. Martin in the Fields, executa um trecho do magistral concerto "Quatro Estações" de Vivaldi, "Inverno".

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ouvir ou não ouvir música durante a corrida - Eis a questão! (Parte 3)

por Cleiton Heredia


Para se montar um play list é necessário primeiramente ter um conhecimento básico de como baixar músicas pela internet, mas não irei gastar tempo com isto, pois basta você digitar no Google: "Como baixar músicas na internet" e encontrará várias maneiras de se baixar músicas legalmente com um custo relativamente baixo. Porém, caso decida por "outros caminhos" é recomendável seu antivírus estar atualizado e bem ativo.

Quanto às músicas, nem precisa dizer que quem decide é o gosto pessoal de cada um. Dentro de suas preferências pessoais escolha aquelas músicas que são mais empolgantes e com um ritmo bem cadenciado (não dá muito certo correr escutando música muito melosa).


Alguns gostam de escolher suas músicas de acordo com o ritmo que pretendem correr. Por exemplo, aqueles que querem treinar num ritmo (pace) de 5 min/km pode escolher as músicas cujas batidas se encaixem na sua passada. Para aqueles que buscam sincronizar a música (batidas por minuto - bpm) com a passada (passadas por minuto - ppm) o site Run to the Beat tem algumas informações bem interessantes.


No meu caso, como tenho um gosto musical bem eclético, já gosto de variar bem os estilos e os ritmos. Enquanto você estava lendo esta postagem, caso esteja com a caixa de som ligada, você esteve ouvindo uma seleção musical* que acabei de montar para se correr aproximadamente por 1 hora e 45 minutos.

* Esta seleção esteve disponível somente no dia em que a postagem foi publicada. Caso não a tenha ouvido, aqui está a relação das músicas:

1- Eye of the Tiger (Survivor)
2- She is a Maniac (Flashdance)
3- Another Brick in the Wall (Pink Floyd)
4- Pump it (Black Eye Peas)
5- Hooked on Classics
6- Footloose (kenny Loggins)
7- A Hard Day's Night (Beatles)
8- Help (Beatles)
9- Money for Nothing (Dire Straits)
10- Revolution (Beatles)
11- Hound Dog (Elvis Presley)
12- Fear of the Dark (Iron Maden)
13- Hung up (Madonna)
14- Surfin' Bird (The Trashmen)
15- California Dreamin (Mamas and the Papas)
16- Symptom of the Universe (Black Sabbath)
17- Let's Twist Again (Chuck Berry)
18- The Devil went down to Georgia (Charlie Daniels Band)
19- Vivaldi Tribute (Jean Michael Jarre)
20- The Rising Fighting Spirit (Naruto)
21- We are the Champions (Queen)

Fim da série

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ouvir ou não ouvir música durante a corrida - Eis a questão! (Parte 2)

por Cleiton Heredia



A minha experiência pessoal como um praticante das corridas é que a música pode ajudar em algumas situações e atrapalhar em outras.

No começo de uma prova de rua gosto de estar bem sintonizado no clima do momento, portanto dispenso qualquer tipo de música. Lá pelo quilômetro três, quando tudo começa a ficar mais calmo, uma “musiquinha” sempre é bem vinda. Porém, no quilômetro final sempre desligo o aparelho para curtir melhor a emoção da chegada.


Particularmente em uma maratona a música se torna indispensável para aqueles trechos onde você já passou do quilômetro 25 e se vê praticamente sozinho correndo por ruas quase desertas (tipo o trecho da USP na Maratona de São Paulo). Neste momento a vontade de desistir é muito grande e por isto uma música bem estimulante sempre ajuda a me distrair, bem como injeta uma dose extra de adrenalina.

Mas o que eu disse acima se refere exclusivamente às provas urbanas, pois quando se trata de uma corrida na natureza como as corridas de montanha, por exemplo, esqueça a música!


Por quê?

Os dois principais motivos são:

1) Quando você está correndo no meio do mato todos seus sentidos (especialmente visão e audição) precisam estar super alertas. Tem muitas coisas que os olhos não percebem de imediato, mas a audição te alerta: som de água corrente (riacho ou cachoeira adiante), som de animais (seria uma cobra?), som de trovões (aperte o passo que vem chuva), insetos (quem mandou não usar repelente), passos e vozes (importantíssimo para quem acha que perdeu a trilha);


2) Corrida na natureza é para se curtir a natureza: o som do vento nas árvores e nos arbustos, os mais variados sons dos pássaros, o som riacho, o som da cachoeira, o som dos sapos na beira da lagoa, o som dos grilos e cigarras sob a luz do luar. Quando percebemos tudo isto se unir numa magistral sinfonia natural, já temos toda a música de que necessitamos para continuar seguindo em frente. O único som de origem humana que é admissível em uma corrida deste tipo é o som dos nossos passos em meio ao silêncio dos nossos pensamentos.

Na próxima postagem vou dar algumas dicas de como montar um play list para correr.

Continua...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ouvir ou não ouvir música durante a corrida - Eis a questão! (Parte 1)

por Cleiton Heredia


Alguns dizem que só sabem correr ouvindo algo bem estimulante, pois o ritmo da música os ajuda a esquecer o cansaço, enquanto outros já dizem que tal hábito atrapalha a concentração e pode ser até perigoso.

Antes de afirmarmos ser tudo uma questão de gosto pessoal, será que existe alguma orientação técnica específica que recomende ou desaconselhe esta prática?


Bem, alguns técnicos e consultores esportivos dizem que ouvir uma música durante a corrida ajuda o atleta a se distrair e estimula a não desistir, portanto recomendam a prática como um item de forte fator motivacional. Eles também afirmam que tudo aquilo que ajude o corredor a praticar sua atividade com mais prazer é válido.

Porém, fazem algumas ressalvas e recomendações:

1) Não corra ouvindo música se costuma treinar na rua, pois o som pode impedí-lo de ouvir um veículo que se aproxima por trás, uma buzina de alerta, uma freada ou qualquer outro som que possa servir-lhe de alerta numa situação de potencial perigo;

2) Os locais mais indicados são os parques fechados para os veículos, mas mesmo assim lembre-se que precisa estar atento às bicicletas e aos transeuntes;


Já outros treinadores acreditam que muito embora a prática possa ser tolerada num treino (especialmente naqueles de maior duração - os famosos "longões"), não deve ser adotada durante uma competição onde a concentração com o ritmo e a estratégia são prioridades (acredito que isto se aplique aos atletas de elite).

Na próxima postagem vou contar um pouco da minha experiência pessoal.

Continua...

segunda-feira, 1 de março de 2010

The House Of The Rise Sun - A Evolução de Uma Música

Cleiton Heredia

Você conhece esta música?


Em 1964 a banda The Animals do Reino Unido estourou nas paradas de sucesso com ela. Achei a letra desta música interessante e resolvi pesquisar suas origens.

Alan Price (organista do The Animals) diz que a música foi baseada em cantos medievais, passando por um Jazz clássico até chegar a suas novas versões. Porém, Eric Burdon (vocalista da mesma banda), diz que ela veio de um cantor da Nortúmbria (um reino anglo formado na Grã-Bretanha no início do século VII) chamado Johnny Handle.

Na verdade, o que se sabe de concreto é que um famoso cantor americano chamado Alger Alexander gravou uma música chamada "Rising Sun" em 1928, mas, com exceção de alguns acordes parecidos, a música é tão diferente que até nos leva a suspeitar se seria a mesma. Confira:


A versão mais antiga desta música foi gravada em 1933 por Clarence Foster com Gwen Foster em 1933, que dizia ter ouvido de seu avô, Enoch Foster. Logo abaixo você pode ouvir como era a melodia desta música naquela época na voz de Doc Watson & Clarence Ashley, que foi o segundo a gravá-la em 1934:


Em 1941, Woody Guthrie lançou esta versão um pouco mais animada:


Os anos se passaram e em 1961 o lendário guitarrista Bob Dylan gravou uma versão desta música que parece ter servido de referência para as demais versões que se seguiriam:


Dave Van Roke, amigo e apoiante de início de Bob Dylan, disse no documentário No Direction Home que a música não era original:

"Eu aprendera esta música pelos anos 50, com uma gravação de Hally Wood, o cantor e coletor do Texas, que pegara a música nos estúdios de Alan Lomax, gravado por uma mulher de Kentucky, Georgia Turner. Pus outro ritmo mudando os acordes e usando uma linha de baixo que descende em meio-compassos, uma comum progressão em Jazz, mas rara em cantos folclóricos. No início dos anos 60, a música se tornou uma peça assinada por mim, e eu dificilmente consegui sair do estúdio sem fazê-la"

Logo abaixo você pode conferir a versão de Georgia Turner, mencionada na declaração de Dave Van Roke acima, e constatar que o cara conseguiu "tirar leite de pedra":


Chegamos então à década de 60 com a banda The Animals, cuja versão, que se tornou mundialmente famosa e definitava, você já pode ouvir no começo desta postagem.

Os Beatles também cantaram sua versão desta música, mas achei que ficou uma droga e não fez juz a banda fantástica que foram. Veja se não tenho razão:


Em 1967 a banda de Detroit Frijid Pink (que muitos confundem com a versão de Pink Floyd) foram outros que gravaram a música, porém com as devidas distorções para o rock:


A versão da banda Pink Floyd tem um rock mais progressivo.


E então? Na sua opinião, qual a versão que mais lhe agradou?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um coral do outro mundo

Cleiton Heredia

Já que um dos assuntos desta semana foi sobre canto coral quero convidá-los para assistir ao vídeo logo abaixo onde podemos ver como a criatividade e o talento humanos produzem os mais incríveis resultados:


Curiosidades:

The Voca People é um grupo performático israelense que se utiliza apenas da voz para produzir música "a capella" combinada com espantosos sons vocais que imitam baterias, trompetes, guitarras e outros instrumentos e efeitos musicais. Tudo executado de forma bem humorística e com a participação do público.

O idealizador deste grupo é o israelense Lior Kalfo que demorou quatro anos para desenvolver a idéia e o conceito do grupo (eles se apresentam como aliens do planeta Voca onde a vida é a música e a música é a vida). Os primeiros ensaios começaram em fevereiro de 2009 e cerca de sete meses depois eles já faziam sua primeira turnê pelo Brasil.

O grupo é composto de três mulheres (contralto, mezzo e soprano) e cinco homens (baixo, barítono, tenor e mais dois especializados em beat-box).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Último Coral de Pé

Cleiton Heredia


"Last Choir Standing" foi um reallity show de talentos produzidos pela BBC no Reino Unido e transmitido entre os meses de julho e agosto de 2008 através de 16 programas.

A série trouxe coros amadores e profissionais competindo a cada semana para ver quem seria o "Último Coral de Pé".

Aproximadamente 1.000 corais participaram da seleção inicial e depois de várias "peneiras" apenas 15 conquistaram o direito de seguir na competição.

Abaixo você poderá assistir os três primeiros colocados apresentando-se na grande final:

3º Lugar - Revelation (15 componentes)



2º Lugar - Ysgol Glanaethwy (50 componentes)



1º Lugar - Only Men Aloud! (18 componnetes)


É de arrepiar, não é mesmo?

De repente bateu uma nostalgia com uma saudade tremenda do Coro Masculino do UNASP, do qual já tive o privilégio de um dia participar sob a brilhante regência do maestro Turíbio de Burgo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Música Sacra Ontem e Hoje

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Quando eu era ainda um adolescente lembro-me de como era agradável e inspirador ouvir a maioria das músicas evangélicas. A música abaixo é um exemplo do estilo que predominava na maioria dos conjuntos de música sacra cristã daquela época:


Sem querer apelar e pegar como exemplo algumas músicas evangélicas atuais que misturam o estilo pagode, aché, heavy metal ou forró com letra sacra, selecionei abaixo uma música recente do mesmo conjunto musical do vídeo acima como um exemplo das mudanças ocorridas:


É claro que gosto musical não se discute, porém infelizmente não tenho encontrado nada mais que possa ser considerado verdadeiramente inspirador na esmagadora maioria das músicas cantadas pelos grupos cristãos da atualidade.

Será que o problema está comigo ou foi a qualidade deste tipo de música de deteriorou para o popular e o descartável?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem é a Geni?

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Lá vamos nós "de Chico" outra vez.

Chico Buarque de Hollanda compôs esta música para a peça "Ópera do Malandro" entre os anos de 1977 e 1978.

Quando eu a escutei pela primeira vez tinha 15 para 16 anos e a primeira pergunta que veio na minha cabeça foi: "Mas quem é esta maldita Geni?"

No começo da música até cheguei achar esta tal de Geni uma vadia, mas depois, no final, fiquei morrendo de pena dela. Pensei: "Como podem ser tão ingratos?"

Hoje a pergunta persiste: "Mas quem é esta maldita Geni?"

Ouça a música e veja depois se concorda comigo:


Seria esta maldita Geni o povo que é sempre usado como massa de manobra por aqueles que detêm o poder?

- O povo que se vira como pode para sobreviver em meio a tanta pobreza e abusos.
- O povo que é tratado como animal imprestável e que sempre acaba levando a culpa e tendo arcar com todos os prejuízos.
- O povo que é estuprado na sua dignidade cada vez que precisa recorrer a um serviço público.
- O povo que só é lembrado pelos poderosos quando estes precisam do seu voto. Neste momentos são tratados interesseiramente com falsidade e mentiras, bem como são alvo de promessas que nunca serão cumpridas.
- O povo que no final sempre acaba se iludindo e acreditando nas promessas vazias.
- O povo que sempre volta a ser desprezado e maltratado tão logo os poderosos consigam alcançar seus objetivos mesquinhos.

Se for assim, todos nós somos um pouco da maldita Geni.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cálice na Ditadura

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O grande poeta e compositor Chico Buarque de Hollanda compôs em parceria com Gilberto Gil a música "Cálice" que continha uma forte mensagem metafórica a respeito da ditadura militar no Brasil.

Não sei exatamente quando foi composta, mas acredito que provavelmente entre os anos de 1969 e 1970.

Vamos relembrar?



A música foi considerada subversiva pelos órgãos da ditadura e acabou censurada pelo regime militar. No show "Phono 73" realizado no Anhembi em São Paulo no ano de 1973, mesmo sendo cantada com a letra modificada, o microfone do Chico Buarque foi desligado. Assista como foi no vídeo abaixo e veja o desabafo do Chico no final.



Quando isto estava acontecendo, eu tinha a idade da minha filha caçula (11 anos) e não entendia muito bem "certas coisas". Porém, hoje entendo que não podemos deixar "certas coisas" caírem no esquecimento para o bem das futuras gerações.

"A história ajuda-nos a evitar os erros do passado."

Veja também: Disparada na Ditadura

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma estratégia de marketing que emocionou

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Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.

A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular: "Esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.

Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo.

Mas, na hora, distribuiram microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaokê gigante, de surpresa!!! E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, e até quem nem sabia do convite, cantou junto.

É de arrepiar. Se você um dia curtiu os Beatles, vai se emocionar...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Aleister Crowley e sua influência no Rock


Aleister Crowley (1875-1947) foi um filósofo ocultista inglês do século 19, considerado por muitos um bruxo e satanista.

Seu pensamento e pregação se resumiam basicamente no conteúdo da obra chamada "Livro da Lei" e na doutrina por ele difundida, conhecida por "Thelema" (palavra grega que significa vontade).

Thelema se refere à doutrina ou filosofia religiosa difundida por Aleister Crowley a partir de 1904 nos moldes propostos pelo Liber AL vel Legis, publicação recebida por uma entidade auto-denominada "Aiwass", Ministro de Hoor-par-Kraat (o Deus Hórus para os íntimos).

A lei de Thelema pode ser resumida no duplo enunciado:

- "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei" ("Do what thou wilt shall be the whole of the Law");

- "Amor é a lei, amor sob vontade" ("Love is the Law, Love under will").

Os princípios hedonistas de Crowley, com a pregação do aproveitamento dos prazeres terrenos (debaixo do pretexto de auto-conhecimento), incluindo sexo e drogas, foram base para todas as doutrinas satanistas que se seguiram.

Crowley nunca se declarou de maneira clara em sua obra como satanista, sendo considerado apenas como mais um anti-cristão. Porém, deve-se ressaltar que ele tomou para si próprio a denominação de "Número 666".

Por ser uma figura controversa Aleister Crowley despertou muito interesse entre artistas de rock.

Um dos mais famosos estudiosos da obra de Crowley foi Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin. Além de adquirir manuscritos e objetos pessoais de Crowley, Page chegou a comprar a mansão do bruxo às margens do Lago Ness, chamada Boleskine, onde Crowley teoricamente faria seus rituais (contam as lendas que depois que a mansão foi comprada pelo guitarrista, um caseiro se suicidou inexplicavelmente e um outro ficou louco).

Dizem por aí que em 1974, durante o lançamento do primeiro disco da gravadora Swan Song, comandada pelos componentes do Led Zeppelin, foi armada um festão de arromba (em uma caverna) com temática de ocultismo que incluía mulheres nuas encenando uma missa negra e garotas vestidas de freiras fazendo strip tease.

A fascinação de Jimmy pelo oculto era tão grande que ele chegou a possuir a maior loja de livros de ocultismo da Europa, chamada The Equinox. É também fato que na edição inglesa em LP (vinil) do terceiro disco da banda, existia a frase "Do What Thou Wilt" (faça o que quiseres) grafada entre os sulcos e o selo do disco.

No rock do Brasil a maior personalidade ligada ao pensamento de Crowley foi o maluco beleza Raul Seixas.

A música Sociedade Alternativa, entre outras, são exemplos disto. Ao final desta música Raul Seixas grita para o público:

"O Número 666 chama-se Aleister Crowley. A lei de Thelema... esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem e toda mulher é uma estrela."

Não estou afirmando que Raul Seixas era satanista (é bem provável que ele nem acreditasse na existência do Diabo), mas apenas que ele apreciava os ensinamentos de Crowley e deixou isto transparecer em sua obra artística e vida pessoal.


Voltando aos roqueiros "gringos" temos um outro exemplo de uma banda que abertamente se declarou simpatizante do demônio (literalmente):

Simpathy For The Devil (Simpatia pelo Diabo) é o nome de uma música dos Rolling Stones composta por Mick Jagger. Nela o personagem principal é o demônio, cantando em primeira pessoa (caso se interesse em ver a letra, clique aqui).

Mick Jagger confirmou que o fundador da Igreja de Satanás, Antony LaVey, foi o inspirador da canção.


Bem, se você acredita na existência do Diabo como um ser real e em atividade neste planeta, deve estar agora horrorizado com estas ligações sinistras entre alguns rock stars e o próprio Satanás.

Mas na verdade tenho comigo que a maioria deles não entendia que o demônio fosse um personagem real. Para a maior parte deles o Diabo era apenas uma figura mítica que simbolizava toda a rebeldia que eles queriam extravasar, bem como a essência da liberdade de vida que eles almejavam, mas também, especialmente, uma vantajosa fonte de fama e lucros garantidos para suas carreiras.


Acredito que quando o músico e ator britânico David Bowie fez o seguinte depoimento para a revista Rolling Stone: "O rock sempre foi a música do demônio. Eu acredito que o rock and roll seja perigoso. Sinto que estamos brincando com algo mais assustador do que nós mesmos.", ele estava na verdade utilizando o mesmo recurso usado pelos mágicos: "Manter o clima de mistério, pois ele é a alma deste negócio".

Também entendo que a declaração de agradecimento feita pelo grupo Red Hot Chili Peppers ao receber o MTV Awards de 1992: "Antes de mais nada queremos agradecer a Satanás!" foi feita em tom jocoso e provocativo, como que ironizando os crentes que sempre agradecem dando primeiramente graças a Deus.

Precisamos entender que esta turma do rock possui de forma geral um profundo sentimento anti-religião, mas isto não significa que todos sejam adoradores do Diabo. Como eu já disse, para a maior parte deles o Diabo é apenas um conveniente símbolo que lhes pode garantir a tão almejada fama e grana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Rock e Satanismo - Separando a Lenda do Fato

por Cleiton Heredia


Acredito que você, assim como eu, já deve ter ouvido muito sobre a suposta relação que o Rock tem com o Satanismo.

Será que existem justificativas concretas para tal analogia ou tudo não passa de invencionices que geralmente brotam da cabeça de algum crente?

Analisemos algumas acusações de satanismo que são feitas a algumas bandas e artistas do Rock:

Led Zeppelin - Com certeza a banda mais acusada de ter temas satanistas escondidos em suas letras gravados de trás para frente. Muito embora possa existir muita pareidolia nesta história, o inegável é que o guitarrista Jimmy Page foi um profundo estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley (falarei dele na próxima postagem), chegando a comprar a mansão deste. A morte do baterista John Bonhan e frequentes acidentes envolvendo os membros restantes são considerados por muitos como provas definitivas do pacto feito entre a banda e o demônio. Se bem que para mim, a forma intensamente maluca que este pessoal vive suas vidas é motivo mais que suficiente para muitas tragédias, sem ter que recorrer necessariamente à ação sobrenatural do Diabo.

Rolling Stones - É fato inquestionável que esta banda foi a primeira a abordar abertamente o tema satanismo em suas letras com a música Simpathy For The Devil (Simpatia pelo Demônio) e o disco intitulado Their Satanics Majesties Request (Serviço de Sua Majestade Satânica). Além disso em diversos discos colocaram referências a satanismo ou vodoo, como nos álbuns Goats Head Soup e Voodoo Lounge. A pergunta que fica no ar: Os caras realmente curtiam o ocultismo ou apenas o utilizaram como uma estratégia poderosa de marketing para atrair a moçada que curte coisas estranhas e diferentes. Não descarto a possibilidade de serem as duas coisas.

Beatles - Não existe nada declaradamente satânico nas canções dos Beatles, mas apenas o fato de que em seus últimos discos eles abordaram com frequência as religiões orientais. Como os cristãos entendem que estas religiões espiritualistas possuem influências satânicas, fica (por eles) estabelecida a conexão. Alguns referem-se ao fato de terem abusado do experimentalismo com drogas como um outro indício, mas acho um pouco de forçada de barra. O fato que não tem como se contestar é que John Lennon foi um estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley, e este até aparece no meio da multidão presente na capa do álbum Sgt. Peppers (clique aqui para ver esta capa).

Eagles - Embora não tenham absolutamente nenhuma aparência ou temática satânica em suas letras, um ex-produtor acusou a banda de ligações com a organização conhecida como Satan Church (Igreja de Satanás). O ponto mais controverso está na letra da música Hotel California (já analisada anteriormente em uma série de postagens aqui neste blog). Os mais fanáticos falam de mensagens satânicas gravadas ao inverso e outros já interpretam o Hotel California como a sede da Igreja de Satanás no estado da Califórnia, que havia sido anteriormente um hotel. Mas tudo não passa de uma simples questão de interpretação onde cada um só enxerga o que quer.

The Doors - A grande maioria dos rock stars são uma classe de pessoas diferentes (para não dizer estranhas). Quando as pessoas, que querem acreditar na ligação deles com o Diabo, não conseguem nada chocante nas músicas para mostrar, vão sempre na vida pessoal desta gente. E aí o terreno é fértil! Por exemplo: O vocalista Jim Morrison se casou em um ritual pagão com uma bruxa. Além disto este vocalista afirmava trazer dentro de si o espírito de um feiticeiro índio, um "shaman". Eu acho que cada um tem o direito de escolher a religião que quiser, porém se isto irá ou não acabar influenciando na sua obra artística e consequentemente irá me influenciar já é uma outra história.

Iron Maiden - Após terem lançado o disco The Number of The Beast (O Número da Besta) passaram a ser frequentemente taxados de satanistas embora raramente abordem o tema. A mascote Eddie das capas dos discos (uma "simpática" caveira no melhor estilo da volta dos mortos vivos) é frequentemente associada a um demônio. Como eu digo: Cada um enxerga aquilo que quer enxergar. O fato é que este pessoal é "pauleira" e sabe dar para o seu público o que eles querem. Resultado: Faturam alto!

Kiss - Embora não abordem temas satânicos em suas letras, o visual carregado e truques de palco do baixista Gene Simmons (que se veste e se maquia como um demônio, "vomita" sangue e cospe fogo) levou parte da opinião pública a taxar a banda de satanistas. O nome "Kiss" (em inglês "Beijo") chegou a ser interpretado como sigla para "Kids In Satan's Service" (Crianças a Serviço de Satanás) ou "Knights In Satan's Service" (Cavaleiros a Serviço de Satanás). Porém, isto é produto da mente fértil de algum crente, pois nunca foi provado que o nome da banda tenha este significado. A estes boatos ridículos somam-se outros como este de que a banda fazia sacrifícios de animais em seus shows. Embora isto nunca tenha sido presenciado por quem quer que seja, sempre tem aquele que jura de pé junto que durante o show eles espalham pintinhos no palco e depois os esmagam com suas mega-botas. Só rindo.

AC/DC - O álbum Highway To Hell (Auto Estrada para o Inferno) e músicas como Hell's Bells (Sinos do Inferno) foram mais que suficientes para serem taxados de satanistas. Se bem que é aquela velha história de dar para o público aquilo que vai garantir boas vendagens, bem como ter que competir no mercado com outras bandas que também sabem apelar. A situação piorou quando um conhecido assassino serial psicopata conhecido como "Night Stalker" (Rastejador Noturno) afirmou matar influenciado pelas letras da banda. Mas até aí nada de mais, pois tem psicopata que gosta de matar ouvindo música clássica.

Mercyful Fate - banda dinamarquesa de grande influência e cuja marca principal é o visual satânico do vocalista King Diamond (que mais tarde seguiu carreira solo). King Diamond é um cara cuja esquisitice está acima da média dos roqueiros. Ele afirmava dormir em um caixão e ser capaz de falar de trás para frente. Quem é bobo que acredite. Como uma ferramenta a mais de apelação para se destacar e chamar a atenção, a banda usa na decoração de seu palco restos reais de ossos humanos, o que não constitui crime na Dinamarca.

Como acabamos de ver, não tem muito como negar algum tipo de ligação de algumas destas bandas de rock com o ocultismo (satanismo), quer seja por opção pessoal de seus integrantes ou por uma simples estratégia de marketing.

Para aqueles que curtem esta turminha aí de cima, apenas relembro o que já disse na postagem anterior: não é só porque muitos gostem de ouvir Mozart que necessariamente devam ser interpretados como pessoas que aprovem o estilo de vida daquele jovem compositor e queiram viver como ele viveu.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Rock é do Diabo?


Como vocês podem perceber pelas seleções de músicas que diariamente disponibilizo em meu blog, meu gosto musical é bem eclético. Gosto quase de tudo, só não suporto samba, pagode, funk, aché e coisas do gênero ("Vade Rectum").

Quando eu era mais jovem (entre 14 e 15 anos - década de 70) comecei a curtir Rock'n Roll. Ouvia desde Elvis Presley até Black Sabbath e Nazareth. Um dia na igreja que eu frequentava apareceu um cara tocando disco ao contrário e jurando prá gente que ali existiam mensagens do Demo. Eu acreditei e nunca mais ousei a ouvir o "satânico" Rock.

Assim como eu naquela época, muitos hoje continuam acreditando que o Rock foi inventado pelo Diabo em pessoa.

Quais são as razões para tal analogia? Bem, eles explicam:

1) O rock de uma maneira geral prega a rebeldia (e violência) contra os costumes vigentes e ataca o sistema vigente, incluindo a religião vigente;

2) O rock prega o hedonismo, o que é contrário à pregação das igrejas cristãs e frequentemente associado a satanismo (o hedonismo é o gozo máximo dos prazeres terrenos, e é um dos princípios da maior parte das seitas satanistas);

3) O rock prega o individualismo, a vontade própria acima da vontade da maioria (mais um princípio vigente entre os satanistas);


Para ser sincero, eles não estão tão errados nestes três pontos, pois muitos "rock stars" tem enfileirado por estes caminhos (ao menos na aparência), bem como frequentemente adotam em suas músicas o tema das drogas, do sexo e do oculto.

Mas por que fazem isto? Creio que são dois os motivos principais: Muitos deles curtem este estilo de vida por opção pessoal e todos eles (sem exceção) querem ficar ricos e famosos. Sim, grana e fama com tudo aquilo que as acompanha são as principais motivações.

Os "Beatles" já entendiam que a fórmula mágica de apresentar a rebeldia em forma de arte, vende e vende muito. O ser humano (especialmente os jovens) se sente atraído pelos temas considerados "proibidos" por parte da sociedade conservadora. E é aí que também entra o interesse pelo oculto.

Eu entendo que o grande problema não está no estilo musical em si, mas sim na cabeça imatura e facilmente influenciável de muitos jovens (e até de adultos). Eles não sabem separar a performance artística da vida real. Eles também não conseguem raciocinar que a opção de vida deste ou daquele artista trará mais cedo ou mais tarde suas consequências.


Um exemplo de que o problema não está no estilo musical é, por exemplo, Wolfgang Amadeus Mozart. Todos aqueles que desaprovam o rock afirmam que a música clássica é muito mais nobre e melhor. Mas na verdade o grande Mozart viveu, para os padrões de sua época, da mesma forma que um rock star malucão. Tanto é que teve o mesmo fim que a grande maioria deles: morte prematura.

Agora, já pensou se todos aqueles que curtem a eterna música clássica de Mozart acharem que curtir de verdade é viver da mesma forma que ele viveu?

Portanto, quer curtir Mozart ou uma música do Black Sabbath? Tudo bem! Não vejo nenhum problema em gostar deste ou daquele estilo musical. Apenas saiba separar o mundo ilusório da arte da vida real.

P.S.: Quanto a pergunta que deu título a esta postagem, respondo: Depende! Se você for um crente irá demonizar a tudo aquilo que julga ruim e detestável.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A vida nem sempre imita a arte

por Cleiton Heredia

Preste muita atenção na performance logo abaixo:



Acho que você já deve saber que se trata do baixista e fundador do KISS, Gene Simmons.


Com 1,90m, Gene é um dos maiores ícones do rock mundial. É famoso mundialmente por sua gigantesca língua e nos palcos chama a atenção por sua "demoníaca" figura, por cuspir fogo, vomitar sangue (como você acabou de ver), além de tocar seu baixo em formato de machado.

Você deve estar se perguntando por que eu estou fazendo menção a esta figura bizarra e completamente repugnante para alguns.

Bem, esta postagem tem como objetivo nos mostrar como é fácil rotularmos aqueles que achamos que são diferentes de nós, principalmente quando acreditamos que esta diferença viola nossos padrões de normalidade.

Se eu lhe perguntasse o que acha de Gene Simmons logo após você assistir algumas de suas grotescas performances no palco, tenho a impressão que ouviria alguns adjetivos tais como: maluco, louco, demente, retardado, drogado, viciado e por aí vai. Agora se a pessoa for um religioso, um cristão por exemplo, as qualificações acima seriam incrementadas com: demoníaco, diabólico, possesso por espíritos malignos, satanista e coisas do tipo.


E tudo isto com base em que? Na performance de um artista no palco somada aos rumores e boatos da vida que levam, geralmente com base em outros artistas do mesmo gênero.

Então vamos ler agora algumas declarações de Gene Simmons que foram publicadas e amplamente divulgadas:

"Nunca bebi ou tomei drogas em toda minha vida. Só fico alto quando estou na cadeira do dentista. Meu único vício são as mulheres."

"Adoro quando idiotas drogados se matam, pois sobra cada vez mais espaço prá gente."


Será que um homem que faz aquelas coisas estranhas no palco tem algum valor familiar? Vejamos:

"Bem, meus filhos nunca tem tempo ruim comigo. Meu menino está na sétima série e nunca perdeu uma aula. Ele está no programa de estudos para alunos avançados, o que significa que ele é muito inteligente. Sophie também é a estudante da semana, a maioria das semanas. Eles são crianças perfeitas, mas todos os pais acham que seus filhos são perfeitos não é?"

"Nossa responsabilidade é proteger nossos filhos, lhes fornecer dinheiro, estrutura e amor. O trabalho deles é tirar boas notas no colégio e se comportar, ponto final. Essa noção de pais tendo que negociar com seus filhos que acabaram de aprender a limpar as suas bundas está fora de questão."

"Talvez isto tenha a ver com o que minha mãe que sobreviveu a um campo de concentração alemão. Aprendi através dos olhos e das palavras dela que, para mim, é o ser humano mais sábio que eu conheço: 'perdoe, mas não esqueça, todo dia é um bom dia'. Ela também tem uma filosofia de vida que me ajuda a ver com muito mais clareza e isto significa que, se você é um rockstar e não consegue nem ler ou escrever música, o mínimo que você pode fazer é ter cuidado."

Simmons disse que ele vive pelas mesmas regras que ele aplica às suas crianças. “Eu nunca fiquei doidão, bêbado e nem fumei na minha vida.” ele disse.

Gene Simons nunca se casou, mas vive junto com a mesma parceira e mãe de seus dois filhos, a Playmate da Playboy no ano de 1982, Shannon Tweed, que também declara:

"As crianças tem as suas prioridades definidas – se manterem sóbrias e prestando atenção."


Ainda quanto às drogas, que geralmente estão associadas ao mundo do Rock'n Roll (KISS não é Black Metal, mas sim Hard Rock), Gene comenta sobre seus ex-parceiros de banda, o baterista Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley, integrantes da formação original:

"Eles são pessoas dependentes de álcool e drogas. Ace e Peter foram demitidos em 1980. Em 1995 eles foram autorizados a voltar, mas começaram a beber novamente e usar drogas. Nós tentamos ajudar, mas não sou pai deles."

"A verdade é chocante e faz você se sentir triste. O que é triste não é o fato de que o Ace não consegue tocar guitarra e mesmo assim é parte do Kiss, mas sim que as drogas são idiotas, esta é a parte chocante. Acredito que somos responsáveis por tudo que fazemos em nossas vidas, a minha família não é diferente da sua. Quero dizer que a família Kiss tem problemas, mas existem várias pessoas que tem, por exemplo, um pai que amam, mas quando ele chega em casa bêbado, ele é um idiota. É a mesma pessoa que você pode amar ou odiar em situações diferentes. Então eu adoro o Ace e o Peter, eu tenho orgulho da banda que nós fizemos juntos, mas eu os odeio com todo meu coração por usarem drogas e viverem bêbados porque eles machucaram a banda e os fãs, e eu tenho aguentado isto por 30 anos."


Não tenho a menor intenção de canonizar Gene Simmons ou tomá-lo como exemplo de vida (se bem que faria bem para alguns idiotas fazê-lo), mas quero apenas chamar a atenção de alguns jovens que não sabem separar uma performance artística planejadamente calculada para impactar e vender muito, da vida real onde as pessoas quando chegam ao ponto de vomitar sangue é porque estão muito doentes.

Se liga ô meu!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Novidade no Blog


Como você pode ver ao lado, a partir de hoje quem entrar neste blog poderá se deleitar (ou se chatear) com uma seleção personalizada que fiz de algumas de minhas músicas prediletas.

Para esta semana reuni 30 músicas, sendo a maioria do instrumentista e compositor francês Jean Michael Jarre, um dos pioneiros da música eletrônica.

Caso não curta este tipo de música ou simplesmente não goste de ler com fundo musical, basta clicar no "pause" e interromper a execução. Você pode também pular para a faixa seguinte ou clicar em qualquer uma das músicas da seleção para ouví-la na ordem que desejar.

Se você gosta de navegar na internet ouvindo música, poderá minimizar a página do blog e deixar a sequência rolar.

Meu gosto musical é bem eclético, por isto pretendo futuramente preparar outras sequências com outros estilos musicais. Porém, já aviso de antemão que jamais encontrará aqui samba, pagode, funk ou qualquer coisa nestes gêneros que particularmente abomino, mas lembrando que sei respeitar quem curte (gosto não se discute).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sonho de Outono

Palavras são desnecessárias...



música: "La Petite Fille de la Mer" by Vangelis

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vamos viajar?

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Que tal uma viagem exatamente agora aí onde está ao som de Jean Michael Jarre?

Antes de qualquer coisa, sente-se confortavelmente em sua cadeira e procure ficar o mais relaxado possível (fique tranquilo, pois não se trata daqueles vídeos onde no final você toma um p... susto - dou minha palavra de blogueiro e aposto minha credibilidade nisto).

Caso esteja sem tempo para curtir a viagem sem interrupções, deixe isto para mais tarde quando estiver mais tranquilo.

Primeiro vamos viajar por nosso planeta...



Agora vamos viajar para um outro planeta de nosso sistema solar...



Está gostando? Então que tal agora dar um "pulinho" em outras galáxias do universo...



Quer ir um pouco mais longe? Então vamos visitar uma outra dimensão...



Está bem relaxado? Não pense em nada neste momento. Apenas viaje pelo próximo vídeo deixando a música te levar enquanto sua mente vagueia pelas imagens...



Fim da viajem.
Pode acordar agora...
Ei, acorda!
Já acabou!
tsc, tsc...

Bem, se você continua com a cara grudada na tela do computador com o olhar vago e distante, provavelmente tenha entrado em estado "alpha" de relaxamento.

Então, bons sonhos e até a próxima viagem.

P.S.: Sempre que estiver muito preocupado, ansioso ou agitado, repita esta viagem e se sentirá bem melhor ao final. Tudo não passa de processo psicológico de relaxamento mental e não tem nada haver com condicionamento para possessão demoníaca. Por favor, poupe-me destas superstições ridículas, pois estas coisas só acontecem com mentes fracas e desequilibradas.