segunda-feira, 3 de maio de 2010

Filmes sobre Viagem no Tempo

por Cleiton Heredia


Voltando ao tema Viagem no Tempo, segue abaixo, para aqueles que gostam, uma lista em ordem cronológica crescente de alguns filmes que tratam deste tema ou de alguma forma contém algo a respeito:

1 - A Máquina do Tempo / The Time Machine (1960)
2 - Planeta dos Macacos / Planet of the Apes (1968)
3 - Um século em 43 minutos / Time After Time (1979)
4 - Em algum lugar no passado / Somewhere In Time (1980)
5 - Nimitz De Volta ao Inferno / The Final Countdown (1980)
6 - Os Bandidos do Tempo / Time Bandits (1981)
7 - O Exterminador do Futuro / The Terminator (1984)
8 - Projeto Filadélfia / The Philadelphia Experiment (1984)
9 - A Máquina do Outro Mundo / My Science Project (1985)
10- De Volta ao Futuro / Back to the Future (1985)
11- Star Trek IV: O Regresso a Terra / Star Trek IV: The Voyage Home (1986)
12- O Vôo do Navegador / Flight Of The Navigator (1986)
13- Peggy Sue - Seu Passado a Espera / Peggy Sue Got Married (1986)
14- Millenium / Millenium (1989)
15- Bill e Ted: Uma Aventura Fantástica / Bill & Ted's Excellent Adventure (1989)
16- De Volta ao Futuro II / Back to the Future II (1989)
17- De Volta ao Futuro III / Back to the Future III (1990)
18- O Exterminador do Futuro 2: Julgamento Final / The Terminator 2: Judgment Day (1991)
19- Bill e Ted: Dois Loucos no Tempo / Bill & Ted's Bogus Journey (1991)
20- Uma Noite Alucinante 3 / Army of Darkness (1993)
21- Feitiço do Tempo / Groundhog Day (1993)
22- Projeto Filadélfia II / The Philadelphia Experiment II (1993)
23- Os Visitantes / Les Visiteurs (1993)
24- Star Trek Generations / Star Trek Generations (1994)
25- O Guardião do Tempo / Time Cop (1994)
26- 12 Macacos / 12 Monkeys (1995)
27- Fenda no Tempo / The Langoliers (1995)
28- Star Trek: O Primeiro Contato / Star Trek: First Contact (1996)
29- Inferno na Estrada / Retroactive (1997)
30- Perdidos no Espaço / Lost in Space (1998)
31- Alta Frequência / Frequency (2000)
32- Feliz Coincidência / Happy Accidents (2000)
33- Duas Vidas / Disney's The Kid (2000)
34- Um Homem de Família / A Family Man (2000)
35- Kate & Leopold / Kate & Leopold (2001)
36- Donnie Darko / Donnie Darko (2001)
37- Loucuras na Idade Média / Black Knight (2001)
38- Minority Report: A Nova Lei / Minority Report (2002)
39- Clockstoppers - Paragem no Tempo / Clockstoppers (2002)
40- A Máquina do Tempo / The Time Machine (2002)
41- O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas / Terminator 3: Rise of the Machines (2003)
42- O Guardião do Tempo 2: A Decisão de Berlin / Time Cop 2: The Berlin Decision (2003)
43- Efeito Borboleta / The Butterfly Effect (2004)
44- De Repente 30 / 13 Going On 30 (2004)
45- Camisa de Força / The Jacket (2005)
46- Efeito Borboleta 2 / The Butterfly Effect 2 (2006)
47- Crimes do Tempo / Los Cronocrimes (2007)
48- Perguntas Frequentes sobre Viagem no Tempo / F.A.Q. About Time Travel (2009)

Boa diversão!

domingo, 2 de maio de 2010

Treinando na Maratona de São Paulo

por Cleiton Heredia


Hoje foi dia de Maratona em São Paulo e eu aproveitei a oportunidade para fazer um teste para ver como eu me sairia correndo pela primeira vez este ano uma distância superior a 22 quilômetros, bem como treinar para os 24 quilômetros de montanha que terei que enfrentar no próximo sábado à noite.

A largada na Av.Roberto Marinho passando por cima da Ponte Estaiada deve ser uma das mais bonitas do mundo. O visual daquele "rio" de corredores fluindo por sobre a ponte é algo realmente muito bonito de se ver e principalmente de se vivenciar.

Fiz uma corrida bem tranquila num ritmo bem confortável, pois meu objetivo não era correr contra o relógio, mas sim testar minha resistência (meus planos eram correr pelo menos umas três horas).


Mais ou menos no km 10 ouvi logo atrás de mim um corredor gritar: "No pain No gain". Imediatamente reconheci o lema que acompanhou alguns corredores de montanha dos primórdios deste esporte e me virei para ver quem era. Lá estava meu amigo Pedrão, o "Ninja das Montanhas", saboreando um belo sanduíche de mortadela enquanto corria sua maratona. Corremos juntos uns 3 ou 4 km batendo um gostoso papo, mas quando percebi que ele estava puxando um ritmo mais forte do que aquele que eu tinha planejado, eu me despedi e voltei para a minha corrida.

Faltando uns 3 km para a marca dos 25 km reconheci logo adiante, pela camiseta que usavam, dois membros do famoso grupo de corredores de montanha denominado "Cavalaria". Cumprimentamo-nos rapidamente mencionando que nos veríamos no próximo sábado em Extrema.


Terminei meu treino com o hodômetro do GPS registrando 27 quilômetros. Apesar do sol forte foi um bom treino, porém não sei se o suficiente para enfrentar os 24 quilômetros noturnos em Extrema. Ali o que assusta não é a distância, mas o sim o grau de dificuldade das longas subidas e o famigerado "Pasto da Morte" com uma sofrida escalaminhada na sequência. Na verdade eu acredito que nunca estarei devidamente preparado para Extrema.

sábado, 1 de maio de 2010

Viagem ao Passado

por Cleiton Heredia


Como eu havia comentado na postagem anterior, quando consideramos a possibilidade de viajar ao passado a coisa complica bastante.

Alguns podem achar que uma viagem ao passado seja mais simples que uma viagem ao futuro, pois o passado já ocorreu, mas futuro ainda não existe. Porém, esta não é bem a lógica das coisas na física. Se você conseguiu entender que a viagem ao futuro acontece devido à desaceleração do tempo do viajante em relação ao tempo no ponto de referência, então você já sabe não se trata de visitar uma época que ainda está por vir, mas sim vivenciar situações onde o tempo transcorre de forma diferenciada.

Mas e quanto a viajar para o passado?


O primeiro obstáculo que encontramos é a questão dos paradoxos. Caso fosse possível visitar o passado, o que aconteceria caso o meu eu do futuro se encontrasse com o meu eu do passado. Imaginemos que eu viaje para uma hora no passado e converse com o meu eu de uma hora atrás. Neste caso, se o meu eu do passado conversou com o meu eu do futuro, por que no futuro de onde eu vim não tinha qualquer lembrança desta conversa que ocorreu no passado? A coisa piora ainda mais se o eu do futuro assassinar o eu do passado. Como é possível existir um eu do futuro se na verdade ele já foi morto no passado? O eu do passado precisará sobreviver ao assassinato para tornar-se o seu próprio assassino vindo do futuro. Mas se sobreviveu é porque nunca existiu um assassinato.

São paradoxos como estes que nos levam a concluir que o passado não pode ser alterado, pois caso seja, pode inviabilizar completamente o futuro de onde veio a fonte da alteração.

Além da questão dos paradoxos, muitos afirmam ser impossível viajar ao passado, pois para isto seria necessário alcançar velocidades superiores a da luz; coisa que é completamente impossível de acordo com a Teoria da Relatividade. Mas eu não quero me referir a este tipo de viagem ao passado feita de forma similar à viagem ao futuro. A coisa é ainda muito mais maluca!


Estou me referindo à Curva de Tempo Fechada, chamada pelos físicos de CTC (Closed Timelike Curve), que tem sido alvo de intensas pesquisas teóricas nos últimos anos. Para entendermos melhor o que é uma CTC pense num looping de uma montanha russa. Por ela o carrinho avança no tempo e no espaço, porém, devido a uma deformação especial dos trilhos, ele volta para o ponto de onde veio. Uma CTC é mais ou menos isto, ou seja, é uma viagem aparentemente para frente, porém como se move num padrão deformado de espaço-tempo, volta-se ao passado.

Antes de você me acusar de estar assistindo demais a filmes de ficção científica, eu quero lhe dizer que a solução do matemático austríaco naturalizado norte-americano, Kurt Gödel, para as equações da Relatividade Geral admite a possibilidade, do ponto de vista físico, de uma geometria capaz de abrigar as Curvas de Tempo Fechada. Para um maior aprofundamento no assunto recomendo o livro do cosmólogo brasileiro, Mario Novello, "O Círculo do Tempo - Um Olhar Sobre Viagens Não-Convencionais no Tempo" (escrito por sugestão do diretor do Instituto de Ciências da Matéria da Universidade de Lyon, na França, E. Elbaz, a partir de exposições que havia feito em seminários internacionais para físicos).

Só temos um pequeno probleminha: Não sabemos ainda como se constrói uma CTC. Na verdade nem as entendemos teoricamente. Alguns cientistas afirmam que elas não são somente difíceis de serem criadas, mas são impossíveis. Outros, porém, aguardam uma melhor compreensão da matemática envolvida antes de concluírem de que os loopings de tempo são impossíveis.


Mas quem disse que precisamos construí-las. Nós poderíamos de repente encontrá-las por aí em algum canto deste vasto universo. O que eu quero dizer é que não podemos descartar a possibilidade de existir algum lugar do universo onde o campo gravitacional seja tão forte que acabe deformando drasticamente o espaço-tempo de forma que, sobre condições muito especiais, um looping de tempo natural seja criado. Estas entidades são popularmente conhecidas como os buracos de minhoca ou buracos de verme (worm hole).

Portanto, pelo menos de forma teórica, as viagens ao passado não podem ainda ser totalmente descartadas. Os cientistas ainda aguardam uma teoria que seja capaz de refutar de forma definitiva toda e qualquer possibilidade teórica de viajar para o passado, tal como a teoria das supercordas ou a teoria das membranas, ainda em fase de uma melhor compreensão.

Resumindo e concluindo: Viagens ao futuro são teoricamente possíveis e até já foram experimentalmente realizadas (é claro que em uma escala insignificante devido à baixa velocidade possibilitada pela atual tecnologia). Viagens ao passado ainda não foram totalmente descartadas por alguns físicos teóricos, porém já são consideradas como improváveis por grande parte da comunidade científica. Sendo assim precisamos entender que, pelo o que tudo indica, as viagens ao futuro serão sempre viagens apenas de ida.

P.S.: Não tenha formação em física, mas sou apenas um curioso que gosta de pesquisar sobre o assunto. Grande parte de tudo aquilo que foi escrito nesta e nas últimas duas postagens está baseado em um artigo escrito pelo professor de física da Universidade de Surrey, Jim Al-Khalili.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Viagem ao Futuro

por Cleiton Heredia


Como vimos na postagem anterior, o fato do tempo poder ser desacelerado nos abre as portas para começarmos a pensar em viagens através do tempo, ou melhor dizendo, em viagens para o futuro.

Como seriam estas viagens para o futuro?


Imagine que você resolva fazer uma rápida visita a algum planeta ao redor da estrela mais próxima do nosso Sol, Alfa Centauri. Como esta estrela está distante de nós uns 4,2 anos-luz e você têm a sua disposição uma moderníssima espaçonave com uma velocidade de cruzeiro de 90% da velocidade da luz (270 mil km/seg), sua viagem de ida e volta irá durar algo entorno de 9,5 anos.

Chegamos ao dia de sua partida! Será hoje, dia 30/04/2010. Você se despede de sua família e amigos e parte para sua inusitada aventura. Ao regressar, nove anos e meio mais tarde, seu diário de bordo registra o dia de sua chegada como sendo o dia 11/09/2019. Porém, você toma um susto ao ser avisado pela torre de comando que o dia na Terra é 11/09/2119. Você acabou de viajar cem anos para o futuro em uma viagem que para você só demorou cerca de nove anos e meio.


Caso esteja ainda pensando que isto não passa de ficção científica, eu quero lhe informar que esse efeito foi checado e confirmado muitas vezes em diferentes experimentos com níveis muito altos de precisão. Por exemplo, em 1971 os cientistas J.C. Hafele e Richard E. Keating deram a volta na Terra (sentido leste) em um avião a jato levando consigo alguns relógios atômicos de alta precisão. Ao completar a viagem os relógios a bordo foram comparados com relógios atômicos de referência do Observatório Naval dos Estados Unidos e constatou-se que os relógios do avião estavam uma pequena fração de segundo atrasados em relação aos relógios do observatório.

Portanto, está comprovado cientificamente que é possível desacelerar o tempo e desta forma empreender viagens ao futuro, nem que seja, por enquanto, conseguir ir apenas algumas pequenas frações de segundos adiante.

Na próxima postagem vamos falar das viagens ao passado. É aí que o bicho pega!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O que é o Tempo?

por Cleiton Heredia


A maioria de nós possui uma visão newtoniana do tempo, ou seja, que o tempo é absoluto e inflexível. Isaac Newton descrevia o tempo como existente totalmente fora do espaço e independentemente de todos os processos que ocorrem no espaço. De forma quase que instintiva nós pensamos no tempo como fluindo numa taxa constante, como se houvesse um relógio cósmico imaginário que não pode em hipótese alguma ser adiantado ou atrasado.

Albert Einstein revolucionou estes conceitos quando descobriu, por meio de seus estudos sobre a natureza da luz, que o tempo e o espaço não são independentes, mas estão intimamente ligados. Seus estudos deram origem a Teoria da Relatividade Restrita e desencadearam um conjunto de conceitos totalmente novos e desconhecidos na física.


Mas o que é a Teoria da Relatividade Restrita? Bem, de forma hiper-mega-super resumida é a teoria que unifica as três dimensões espaciais com o tempo (dimensão temporal) em algo que os físicos chamam de “espaço-tempo” (é daí que vem a idéia do tempo como a quarta dimensão).

Einstein ampliou o seu modelo e completou sua Teoria da Gravidade, mais conhecida como a Teoria da Relatividade Geral, aonde ele descreve como os efeitos gravitacionais da matéria afetam o espaço-tempo.

Desde Einstein o tempo nunca mais foi o mesmo. Sua Teoria da Relatividade Restrita mostrava que quanto mais perto uma pessoa viaja da velocidade da luz (300 mil km/seg) mais devagar o tempo irá passar. Anos mais tarde, com as experiências realizadas nos aceleradores de partículas atômicas, suas conclusões foram provadas como corretas (os vídeos apresentados na postagem anterior já trataram deste assunto).


As pessoas imaginam que a desaceleração do tempo só ocorre em velocidades extremamente altas (próximas a velocidade da luz), mas na verdade o efeito acontece até mesmo em velocidades bem menores como, por exemplo, a de um atleta correndo os 100 metros rasos. No cronômetro dos juízes que estão fiscalizando a prova o tempo foi cravado em 10 segundos, porém no cronômetro que o corredor carrega consigo o tempo registrado foi de 9.999999999995 segundos. Esta insignificante diferença de apenas cinco psicosegundos entre o cronômetro dos juízes e o cronômetro do corredor aconteceu devido à relação espaço-tempo descoberta por Einstein.

Mas porque o tempo registrado pelo corredor é menor do que o tempo registrado pelos juízes?

Aqui está outro conceito instigante da Teoria da Relatividade Restrita: as distâncias tendem a encurtar conforme você se movimenta mais rápido. Então, por mais maluco que isto possa parecer, para o corredor a distância a ser percorrida é ligeiramente menor do que 100 metros.

Voltando a questão do tempo, muito embora atualmente se conheça as interações entre o espaço e o tempo, ninguém ainda de fato sabe o que é o tempo. As definições que existem são muito vagas e, portanto, o mistério permanece.

Mas o que isto tem haver com as viagens para o futuro ou para o passado?

Na próxima postagem eu tentarei explicar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Entenda o Conceito Científico da Viagem no Tempo

por Cleiton Heredia


O vídeo logo a seguir é bem didático e pode ajudar aqueles que ainda não entenderam um dos conceitos "teórico-científicos" básicos no qual os físicos fundamentam suas conjecturas sobre as viagens no tempo.


Na sequência disponibilizo mais um vídeo aonde o próprio mestre Carl Sagan irá nos dar uma rápida aula falando-nos de como o tempo se comporta de forma peculiar em velocidades próximas à velocidade da luz.


Isto não tem nada haver com conceitos sobrenaturais! Isto é ciência!

terça-feira, 27 de abril de 2010

O que Carl Sagan disse sobre as Viagens no Tempo

por Cleiton Heredia


O famoso astrônomo Carl Sagan deu uma entrevista durante o making of de "Time Travel" onde respondeu a esta interessante pergunta:

Como um físico, o que você acha da conjectura de proteção cronológica de Stephen Hawking (a qual postula que as leis físicas não permitem máquinas do tempo)?

Veja qual foi a sua resposta (grifos acrescentados):

Houve algumas experiências imaginárias nas quais, justo no momento em que a máquina do tempo é posta para funcionar, o universo conspira para destruí-la, o que levou Hawking e outros a concluir que a natureza conspirará de forma que a viagem no tempo nunca ocorra de fato. Mas ninguém na verdade sabe se este é o caso, e isso não pode ser sabido até que nós tenhamos uma teoria completa da gravidade quântica, que nós não parecemos estar prestes a inventar.


Um dos argumentos de Hawking na conjectura é que nós não somos varridos por milhares de viajantes no tempo do futuro, e, portanto a viagem no tempo é impossível. Eu acho este argumento muito duvidoso, e me faz lembrar muito do argumento de que não pode haver inteligências em outro lugar no espaço, porque caso contrário a Terra seria varrida por aliens. Eu posso pensar em meia dúzia de modos pelos quais nós podemos não ser varridos por viajantes do tempo, e ainda assim a viagem no tempo ser possível.

Em primeiro lugar, pode ser que você possa construir uma máquina do tempo para ir ao futuro, mas não ao passado, e nós não sabemos disto porque nós ainda não inventamos tal máquina do tempo.


Em segundo lugar, poderia ser que a viagem no tempo ao passado é possível, mas eles ainda não chegaram ao nosso tempo, eles estariam muito distantes no futuro e quanto mais você regride no tempo, mais dispendioso seria.

Em terceiro lugar, talvez a viagem no tempo ao passado seja possível, mas só até o momento em que viagem no tempo é inventada. Nós ainda não a inventamos, assim eles não podem vir a nós. Eles podem ir tão ao passado quanto fosse, digamos ao ano 2300, mas não além disso.


Então há a possibilidade de que eles já estão aqui, mas nós não os vemos. Eles têm sistemas de invisibilidade perfeita ou algo assim. Se eles têm tal tecnologia altamente desenvolvida, então por que não? Então há a possibilidade de que eles estão aqui e nós os vemos, mas nós os chamamos de qualquer outra coisa — OVNIs ou fantasmas ou duendes ou fadas ou algo assim.

Finalmente, há a possibilidade de que a viagem no tempo é perfeitamente possível, mas requer um grande avanço em nossa tecnologia, e a civilização humana se destruirá antes que viajantes do tempo a inventem.


Eu estou seguro de que há outras possibilidades também, mas se você apenas pensar nessa gama de possibilidades, eu não acho que o fato de que nós não estamos sendo obviamente visitados por viajantes do tempo mostre que a viagem no tempo é impossível.


Para ler a entrevista completa, clique aqui (em inglês).

Minhas considerações:

Quando uma pessoa afirma com total dogmatismo que a viagem no tempo é impossível de ser realizada, é claro que ela o faz com base no atual conhecimento que temos do universo e das leis da física. Porém, tudo pode mudar com as novas descobertas que a ciência ainda está por realizar. A história está repleta de coisas que anteriormente eram consideradas loucuras completamente impossíveis de serem realizadas, mas hoje já fazem parte do nosso dia a dia.

Como diz meu amigo Ricardo Cluk: "Tudo o que o ser humano imaginar, desde que não transcenda o natural, um dia poderá se tornar realidade".